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Consumo

Família enche Uno com pequi e garante estoque para o ano todo

Turma lotou o carro duas vezes e colheita virou programa que reuniu amigos e parentes

Por Clayton Neves | 08/01/2026 07:10

A época de pequi chegou e a colheita virou praticamente um programa de família em várias regiões de Mato Grosso do Sul. Onde o pequizeiro dá aos montes, a “caçada” movimenta estradas de terra, reúne parentes, amigos e até gente que sai de Campo Grande só para garantir o sabor que divide opiniões.

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A temporada de pequi em Mato Grosso do Sul, que ocorre entre novembro e abril, tem transformado a colheita do fruto em um evento familiar. Em municípios como Rio Negro e Corguinho, é comum encontrar veículos carregados com o produto, que atrai inclusive moradores da capital Campo Grande. A abundância do fruto na região tem proporcionado colheitas expressivas, como a realizada pela moradora Márcia Regina Ferreira Alves, que encheu completamente seu carro durante três dias de coleta. O pequi, vendido a até R$ 50 a dúzia em Campo Grande, pode ser conservado congelado por até um ano e é utilizado em diversos pratos da culinária local.

A temporada do pequi no Estado começa, geralmente, em meados de novembro e pode se estender até abril. O auge da safra acontece em dezembro e janeiro, quando o fruto aparece em abundância, principalmente no interior. Nessa época, encontrar carros carregados de sacolas, caixas e baldes cheios de pequi vira cena comum nas estradas que cortam municípios como Rio Negro, Corguinho e região.

Família enche Uno com pequi e garante estoque para o ano todo
Coleta de pequi reuniu vários parentes e virou programa de família. (Foto: Arquivo pessoal)

Foi exatamente isso que aconteceu com Márcia Regina Ferreira Alves, que mora na região de Rio Negro. Animada com a fartura, ela transformou a colheita em um verdadeiro rolê de família e, em dois dias seguidos, conseguiu encher um carro inteiro com o fruto.

Imagens feitas pela família mostram um automóvel Uno  completamente lotado. “Ficou sem espaço. Foi pequi no porta-malas, banco e no chão do carro”, relata. Ao todo, foram três dias seguidos de colheita, sendo que dois deles garantiram o maior volume. “O freezer está cheio de pequi”, comemora a moradora.

A colheita reuniu irmãos, cunhada, sobrinho e até um amigo. “Virou um encontro de família mesmo. Todo mundo reunido catando pequi”, resume.

Segundo Márcia, os pequizeiros estão espalhados por vários pontos. “Tem na beira da estrada, entrando nas fazendas, no meio do mato. Aqui está cheio demais. É pequi para todo lado e daquele carnudo, bem suculento ”, conta.

Além de consumo próprio, parte da colheita também vira renda extra. “Em Campo Grande estão vendendo a R$ 50 a dúzia. Minha cunhada levou e disse que vai vender a R$ 30 a dúzia”, detalha.

Na cozinha, o pequi aparece de várias formas. “Aqui a gente faz com arroz, puro, com frango. É de todo jeito”, diz. Para conservar, o processo é simples, mas cuidadoso. “Tira da casca, coloca no saquinho, bem embalado, e congela. Dura até um ano. Dá para comer pequi o ano todo”, finaliza Márcia.

Família enche Uno com pequi e garante estoque para o ano todo
Freezer ficou lotado com centenas de caroços de pequi. (Foto: Arquivo Pessoal)

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