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Consumo

Irmãos abrem cutelaria e reproduzem até faca do Rambo em trabalho personalizado

Por Elverson Cardozo | 18/03/2015 06:23
Algumas das facas prontas. (Foto: Alcides Neto)
Algumas das facas prontas. (Foto: Alcides Neto)
Gabriel e o irmão, Rodrigo, fabricam peças de acordo com a necessidade de cada cliente. (Foto: Alcides Neto)
Gabriel e o irmão, Rodrigo, fabricam peças de acordo com a necessidade de cada cliente. (Foto: Alcides Neto)

Rodrigo Pache, 30, descobriu o talento para produzir facas artesanais quando trabalhava como torneiro mecânico na empresa do pai. Na época, ele mexia com alinhamento de chassi de caminhão e, nas horas vagas, pesquisava, lia, assistia vídeos na internet e se aperfeiçoava na arte da cutelaria.

A brincadeira virou coisa séria quando o hobby passou a ser negócio e o irmão, o empresário Gabriel Pache, 21, resolveu encarar uma sociedade. Hoje, os dois comemoram a abertura recente da Cutelaria Pache, que ainda funciona no fundo de casa de Rodrigo, mas já conta com uma banca na feira da Orla Morena e clientes espalhados por Campo Grande.

Empreendedores e com visão de mercado, a dupla produz tudo sob encomenda e a gosto do cliente. Rodrigo e Gabriel mão trabalham com linhas específicas (para churrasco, cozinha, uso geral, etc), porque gostam de atender as necessidades específicas de cada freguês.

Entrevista - Dias desses, por exemplo, eles fizeram, a pedido, uma réplica da faca do Rambo. Esse trabalho só é possível porque o atendimento é diferente. Antes de vender, eles conversam e entrevistam o comprador. Tudo para entender a real necessidade do produto.

Réplica da faca do Rambo. (Foto: Arquivo Pessoal)
Réplica da faca do Rambo. (Foto: Arquivo Pessoal)
Os cabos exclusivos. (Foto: Alcides Neto)
Os cabos exclusivos. (Foto: Alcides Neto)

“A gente faz um questionário. A primeira coisa que peguntamos é com qual mão ele corta, se é destro ou canhoto. A outra é se a faca vai ser utilizada na cozinha, para churrasco, bater pau no mato... É porque o material e a espessura do aço variam de acordo com o que o cara vai fazer”, explica Gabriel.

O fio da faca depende do sentido do corte, por isso é tão importante perguntar com que mão ela será utilizada. Fora isso, tem outras questões que o consumidor comum, leigo, desconhece.

“A de churrasco tem fio diferente. É mais fina. Se for usada para bater, cega”, compara. Mas até a “de churrasco”, a mais pedida, tem suas variações. Para a fabricação ser perfeita, eles precisam saber, inclusive, qual o corte que o cliente mais utiliza na hora do preparo.

Produção é no fundo de casa, à noite, nas horas vagas. (Foto: Alcides Neto)
Produção é no fundo de casa, à noite, nas horas vagas. (Foto: Alcides Neto)

“A gente pergunta que tipo de carne a pessoa costuma usar. A picanha, por exemplo, é grossa e alta, então a faca tem que ter espessura e largura ideais”, comenta. A “de sushi” precisa ter, nas palavras dele, “além de um fio poderoso, uma lâmina extremamente higienizada, muito limpa, porque mexe com material cru”.

Agora, se a encomenda for de uma “faz tudo”, é necessário ter um cuidado maior com a espessura, que não pode ser nem muito fina e nem muito grossa.

O acabamento também não é padronizado. “Fazemos muitos cabos exóticos, com madeira de reflorestamento, canela de girafa, marfim de elefante...”, exemplifica.

Serviço - O contato com Gabriel e o irmão dele, Rodrigo, pode ser feito pelos celulares (67) 9981-0787 e (67) 9233-3398. A Cutelaria Pache fica na Rua Araioses, 57, no Jardim Aeroporto, em Campo Grande.

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