Campo Grande confirma segundo caso de morcego com raiva em 2026
Primeiro registro ocorreu no Vivendas do Bosque, e CCZ reforça orientações de prevenção à população
O segundo caso de morcego contaminado com o vírus da raiva, neste ano, foi registrado hoje em Campo Grande. O animal foi recolhido na região central da cidade, conforme divulgação feita nas redes sociais do CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) pela médica veterinária Maria Aparecida Conche.
RESUMO
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Campo Grande registrou o segundo caso de morcego com raiva em 2026, conforme anunciado pelo Centro de Controle de Zoonoses. O animal foi encontrado na região central da cidade. Apesar da preocupação, as autoridades afirmam que não há motivo para pânico, pois a presença de morcegos infectados é monitorada. A população de morcegos na cidade é composta principalmente por espécies frugívoras e insetívoras, que, em condições normais, não representam risco. Recomenda-se que qualquer morcego encontrado em situação anormal seja considerado suspeito e que as pessoas não toquem no animal, acionando o CCZ para o recolhimento. A vacinação anual de cães e gatos é essencial para prevenir a disseminação do vírus.
Embora o registro exija atenção das autoridades e da população, o órgão reforça que não há motivo para pânico. A presença de morcegos infectados em área urbana é considerada um fenômeno monitorado e previsto pelos serviços de saúde, sendo fundamental adotar medidas preventivas.
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O primeiro caso de raiva animal confirmado neste ano no município foi divulgado em 9 de fevereiro pela Sesau (Secretaria Municipal de Saúde). Na ocasião, um morcego foi encontrado caído por uma moradora do Bairro Vivendas do Bosque. Em 2025, foram registradas 11 confirmações da doença nesses animais.
Espécies urbanas - De acordo com a equipe técnica, Campo Grande possui uma população de morcegos formada principalmente por espécies que se alimentam de frutos e insetos. Esses animais, em condições naturais, não oferecem risco. No entanto, podem, de forma acidental, portar o vírus da raiva e transmiti-lo a outros mamíferos, como cães, gatos e até seres humanos.
Por isso, a orientação é que todo morcego encontrado em situação anormal, caído no chão, vivo ou morto, ou que tenha entrado em ambientes internos, seja considerado suspeito.
Recomendações:
- Não tocar no animal, em nenhuma hipótese.
- Isolar o local, evitando contato de pessoas e outros animais.
- Se possível, cobrir o morcego com um balde ou caixa, sem uso das mãos.
- Acionar imediatamente o CCZ para o recolhimento seguro.
Em caso de contato - Se houver qualquer contato direto com o animal, a pessoa deve procurar imediatamente uma unidade de saúde com atendimento 24 horas para avaliação e possível início do protocolo antirrábico humano pós-exposição.
Outro ponto reforçado pela Sesau é a importância da vacinação anual de cães e gatos contra a raiva. Animais domésticos imunizados funcionam como barreira de proteção, impedindo a disseminação do vírus entre mamíferos.
O CCZ informou que faz exclusivamente o recolhimento de morcegos encontrados em situações de risco, como animais caídos ou pendurados em locais baixos. Serviços de desalojamento, limpeza de forros ou vedação de telhados são de responsabilidade do proprietário, mediante contratação de empresa especializada.
Canais de Atendimento do CCZ:
- Atendimento Geral: (67) 3313-5000
- WhatsApp (Somente Mensagens): (67) 99142-5701
- Disponível de segunda à sexta, das 7h às 17h (exceto feriados e pontos facultativos).
Setor de Recolhimento:
- Segunda à Sexta (7h às 17h): 2020-1801 ou 2020-1789
- Plantão Noturno (17h às 21h): 2020-1794
- Finais de Semana e Feriados (6h às 22h): 2020-1794
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