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Consumo

Jovem "caça" moradores de rua para entregar doações de comida e roupas

Por Ricardo Campos Jr. Naiane Mesquita | 13/06/2015 18:07
Moradores de rua receberam kits com roupas, calçados e ainda saborearam um cachorro-quente (Foto: Marcelo Calazans)
Moradores de rua receberam kits com roupas, calçados e ainda saborearam um cachorro-quente (Foto: Marcelo Calazans)

A estudante de letras Bianca Rezende prova que o desejo de ajudar o próximo é capaz de superar os contratempos. Seguindo exemplo de outros países e regiões brasileiras, ela organizou uma espécie de bazar gratuito voltado a pessoas carentes, expondo roupas e sapatos na frente de um estabelecimento comercial à espera que moradores de rua viessem pegar os itens.

No começo a ideia parecia não ter sido uma das melhores, porque ninguém apareceu. O lugar fica em frente de uma loja de discos na antiga rodoviária da cidade, onde andarilhos estão evitando passar desde que, segundo eles, foram expulsos pela polícia.

Bianca não se deixou dar por vencida. Formou equipe, colocou os produtos no porta-malas do carro e saiu pela cidade em busca de pessoas que pudesse ajudar. Cada parada era uma vitória para a universitária, que servia com muito gosto os menos afortunados e entregava as doações separadas em kits.

“Há três semanas eu publiquei no Facebook que estava organizando a campanha e as pessoas começaram a me oferecer os donativos”, explica.

Estudante resolveu que iria começar a mudar o mundo com pequenas atitudes (Foto: Marcelo Calazans)
Estudante resolveu que iria começar a mudar o mundo com pequenas atitudes (Foto: Marcelo Calazans)

A universitária ajudou pelo menos vinte pessoas, somente na tarde deste sábado. “Eu sempre quis fazer algo voltado para o público carente e nós resolvemos começar com essas ações mais pontuais”, afirma. No caminho da solidariedade Bianca encontrou Reginaldo Soares da Silva, 38 anos. “Eu não comi nada hoje, esse cachorro quente é minha primeira refeição do dia. Para mim, veio em bia hora”, afirma satisfeito.

Ele veio do Piauí para Campo Grande há um ano, levou uma facada e precisou fazer uma colostomia. “Quando eu era gente e podia trabalhar, não andava do jeito que estou agora”, afirma tentando justificar um estado adquirido não por vontade, mas pelas circunstâncias.

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