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Campo Grande, Terça-feira, 15 de Outubro de 2019

06/10/2019 09:05

“Nordeste Day” prova que forró tem espaço no coração do campo-grandense

Evento que homenageia cultura nordestina com forró e comida típica quer entrar para o calendário oficial de eventos da cidade

Thailla Torres
Nordestino da Bahia, Paulo chegou cedo com a família para dançar forró. (Foto: Thailla Torres)Nordestino da Bahia, Paulo chegou cedo com a família para dançar forró. (Foto: Thailla Torres)

Com nordestino é assim: não a importa a distância, a festa sempre continua. E onde o forró toca, alguém sempre dança. Na noite de ontem (5), a segunda edição do “Nordeste Day”, em Campo Grande, provou que o forró já tem espaço no coração do sul-mato-grossense há muito tempo.

O evento ocorreu neste mês para celebrar o Dia do Nordestino que é comemorado no dia 8 de outubro, no Brasil. Para celebrar a data que homenageia toda a diversidade cultural e folclórica típica da região Nordeste, a festa incluiu música, dança e comidas típicas, como cuscuz, baião de dois e acarajé.

Talita, Neuza e Dora foram as primeiras da festa. (Foto: Thailla Torres)Talita, Neuza e Dora foram as primeiras da festa. (Foto: Thailla Torres)
Professores de dança arrasaram na pista. (Foto: Thailla Torres)Professores de dança arrasaram na pista. (Foto: Thailla Torres)

O evento nasceu em 2016 por um grupo de amigos envolvidos com a dança de salão e reuniu mais 300 pessoas. À época, como a festa foi realizada em um espaço menor, muita gente ficou de fora. Dessa vez o investimento em espaço valeu à pena e não faltou pista de dança para os convidados.

Ao lado das amigas, a nutricionista Neuza Durães foi a primeira da fila na entrada do evento. “Às 21 horas em ponto eu estava aqui. Não podia perder essa festa por nada. Eu sou apaixonada por forró”, conta.

Alagoana de Jundiá, a comerciante Dora Gomes veio há alguns anos para o estado de Mato Grosso do Sul e, ao lado das amigas, está sempre a procura de forró e festas nordestinas. “Eu achei incrível a iniciativa. Levar o Nordeste para todos os cantos é levar alegria. O forró nasceu para todo mundo”, descreve.

A escolha do mês e temática do evento também fez toda diferença para o professor Paulo Robson de Souza, de 59 anos, natural da Bahia. Apesar do longo tempo vivendo em Campo Grande, ele conta que não há distância para o povo nordestino. “Uma vez nordestino, sempre nordestino”, diz. “Eu achei incrível a qualidade da música, a qualidade dos grupos naturalmente campo-grandenses destinados a fazer forró de um jeito lindo”, completa.

Rancho do Cowboy abriu as portas para o evento. (Foto: Thailla Torres)Rancho do Cowboy abriu as portas para o evento. (Foto: Thailla Torres)

Professora e mãe de uma das cantoras do grupo Mandacaru, Moraci Fontana, de 51 anos, chegou cedo para prestigiar os grupos musicais e apresentações de dança. “Tinha que ter sempre”, afirma. “Eu tenho acompanhado alguns evento e sentido que o forró está conquistando cada vez mais seu espaço. Mas para quem gosta, ele ainda faz muita falta”.

Dando um show na pista na de dança, a professora Samya Inara, de 22 anos, era pura alegria. “O forró ele é tão contagiante que até quem não dança começa a se mexer no ritmo da música”.

A simplicidade e carisma do nordestino conquistou a engenheira civil Fabiane Carla, de 32 anos, que participou na organização da festa na primeira edição. “Dessa vez o grupo de amigos deu continuidade de um jeito lindo e eu fico muito feliz pela valorização dessa cultura. O Nordeste é rico em todas as suas formas e merece ser homenageado. E acho que a dança pode ser uma ponte para todo esse conhecimento”.

Não teve quem ficasse sem dançar. (Foto: Thailla Torres)Não teve quem ficasse sem dançar. (Foto: Thailla Torres)

Um dos organizadores, o advogado Jayme de Magalhães Junior, de 43 anos, depois de muito tempo fazendo artes marciais conheceu a dança. “Foi o meu professor que me indicou para soltar o quadril. Mas quando comecei me apaixonei”.

Depois de três anos dançando ele entrou de cabeça no “Nordeste Day” e agora prevê realizar a festa uma vez por ano. “Esses são os nossos planos. E sonhamos que ele entre no calendário cultural do município”, afirma.

Com propaganda de boca de a boca, vieram os primeiros convidados, reportagens de diferentes jornais e os colaboradores. Agora a organização quer incentivar as bandas e apoiar eventos pela cidade para que Campo Grande ganhe cada vez mais diversão nordestina.

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