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Diversão

Acrissul sugere plebiscito e ameaça: sem shows não tem Expogrande

Por Ângela Kempfer | 29/02/2012 11:14
Francisco Maia, presidente da Acrissul. (Foto: Arquivo)
Francisco Maia, presidente da Acrissul. (Foto: Arquivo)

Com tom firme, o presidente da Acrissul, Francisco Maia, ameaça: “Se não houver shows, não haverá Expogrande em 2012”.

Pode até ser um blefe, na tentativa de convencer a Justiça a liberar as apresentações musicais no Parque de Exposições Laucídio Coelho, mas o argumento é forte. “Sem shows, a feira tem prejuízo. Não vale a pena”, justifica.

Ontem, o desembargador da 5º câmara civil do TJ/MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul), Sidnei Soncine Pimentel, derrubou liminar que autoriza shows na Acrissul. O magistrado considerou que a decisão anterior, com autorização do juiz Amaury da Silva Kuklinski, vai contra ao que já foi acordado em TAC (Termo de Ajustamento de Conduta assinado com o Ministério Público Estadual.

Faltando pouco mais de um mês para a Expogrande, marcada para 12 a 22 de abril, tudo volta à estaca zero, reclama Maia. “Vamos recorrer e tenho fé que em instância superior a gente reverta essa situação. Mas enquanto isso temos de tirar o pé do acelerador”.

A Acrissul garante que em um dia de venda aberta para expositores, 30% dos espaços já foram comercializados e 48 leilões já estão marcados. Mesmo assim, pela primeira vez em 74 anos a feira corre risco. “É uma tradição, uma marca de Campo Grande. Mas infelizmente não há como acontecer sem shows”.

Na programação, “90% já fechada”, apela Francisco Maia, a Acrissul contava como certas as apresentações de grandes nomes. “Na lista estão Gustavo Lima, Luan Santana, Paula Fernandes, Eduardo Costa, Fernando e Sorocaba, Capital Inicial, Titãs, Fernandinho Gospel e até os palhaços Patati Patatá”, informa o presidente da entidade.

Seria a maior grade de shows de todos os tempos, na avaliação dele, para provar de vez a importância cultural da feira. “O investimento é de mais de R$ 2 milhões”.

Para não deixar dúvidas sobre o interesse da população, a Acrissul propõe um plebiscito. “Vamos oficializar isso, pergunta para a sociedade o que acha. Tenho certeza que a grande maioria vai votar pela Expogrande”.

Enquanto a idéia não vinga, o departamento jurídico vai recorrer com informações complementares. A questão ambiental, pedra no sapato da Acrissul para a realização de shows, não pode ser empecilho, diz Francisco Maia.

“A prefeitura já atestou que não há problemas ambientais e o projeto de som que entregamos é o mesmo apresentado pelo Jóquei Clube para o show (Fatboy Slim) que teve lá”.

O presidente garante que vai provar que a Acrissul tem “toda a intenção de cumprir o acordo feito com o Ministério Público para evitar transtornos a quem mora na região”.

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