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Diversão

Bailarinas fazem estátua viva até em shopping para realizar sonho

O grupo Pantanal em Dança tem só duas semanas para arrecadar R$ 5 mil para custear a viagem

Por Idaicy Solano | 05/07/2022 06:30
Na imagem, as bailarinas Carolina, Vitória, Laura e Larissa, respectivamente, posando como estátuas vivas no Gastrota, no bairro Tiradentes. (Foto: Arquivo Pessoal)
Na imagem, as bailarinas Carolina, Vitória, Laura e Larissa, respectivamente, posando como estátuas vivas no Gastrota, no bairro Tiradentes. (Foto: Arquivo Pessoal)

Para arrecadar dinheiro e levar grupo de 15 bailarinos de Campo Grande para se apresentar no Festival de Dança de Joinville, no estado de Santa Catarina, a professora de balé Fernanda Gutierrez, de 33 anos, teve a ideia de fazer estátua viva e chamar atenção de quem passava pelo shopping Bosque dos Ipês na tarde do último sábado (2). O intuito é arrecadar R$ 5 mil e custear a viagem do grupo. O festival acontece de 19 a 30 de julho.

O grupo Pantanal em Dança é composto por 14 bailarinas e um bailarino,  e eles têm duas semanas para arrecadar a quantia necessária para a viagem. “Eu sugeri que elas ficassem lá de estátua viva para chamar atenção das pessoas”, explica Fernanda. Na noite de ontem (3) o grupo também esteve no Gastrota, no bairro Tiradentes, e no próximo fim de semana estarão no parque das Nações Indígenas.

Fernanda ressalta a importância do festival para a formação de futuros profissionais da dança, a troca de conhecimento, e a imersão cultural entre os bailarinos do estado de MS com artistas de outros estados. “É uma forma de intercâmbio entre os bailarinos. É a oportunidade de levá-los para ver esses profissionais de perto, e é muito importante e valioso para eles", explica.

Viver da arte, apesar de ser um sonho bonito, não é fácil. Luzia Borges, de 53 anos, mãe da Laura, de 15 anos, faz questão de incentivar a filha e estar presente em cada passo da bailarina, que demonstrou interesse pela dança desde criança. “Desde os 5 anos que ela faz balé”, conta. “Não é fácil, a gente faz bazar, rifa, para arrecadar fundos, porque tudo sai no nosso bolso, um figurino custa em média 500 reais”, explica Luzia.

Larissa, Laura e Carolina, integrantes do grupo estiveram no Gastrota no domingo para arrecadar dinheiro para a viagem. (Foto: Aquivo Pessoal)
Larissa, Laura e Carolina, integrantes do grupo estiveram no Gastrota no domingo para arrecadar dinheiro para a viagem. (Foto: Aquivo Pessoal)

Clara Morales Toledo, de 18 anos, faz parte do grupo, e está envolvida com a dança há 15 anos. Ela está animada com a oportunidade de ir ao festival novamente. “Joinville é a cidade da dança, então é especial, é muito importante”, expressa.

Atualmente, Clara está cursando arquitetura na Uniderp, mas garante que a dança é um sonho que continua vivo em seu coração. “Eu quero levar isso pra minha vida toda se possível, eu quero dançar até não dar mais”, afirma.

Para a estudante, é através da arte que ela consegue se expressar e ter a liberdade de ser ela mesma, seja através da dança ou da pintura. “A arte sempre foi um lugar seguro, um lugar onde eu podia me livrar de todos os meus sentimentos e me sentir bem, e me expressar, seja pintando ou dançando”, explica.

Cheia de sonhos, Clara explica que sempre esteve envolvida com a arte, e tem grandes planos para o futuro. “Quero me apresentar em vários palcos, competir, e me divertir com as minhas amigas”, finaliza.

Quem quiser e puder contribuir com a viagem, Fernanda, a professora, está arrecadando contribuições através do pix: dancapantanal@hotmail.com.

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