Casal organiza Festa da Padroeira há 10 anos ainda espera passar o bastão
Estrutura com 32 barracas, 26 shows e telão para os jogos do Brasil começa a receber fiéis nesta sexta-feira

Enquanto barracas são montadas e voluntários correm para deixar tudo pronto na manhã desta sexta-feira (19), Marcos de Souza, de 64 anos, e Solange Cristina, de 60, acompanhavam mais uma vez os preparativos da Festa da Padroeira de Mato Grosso do Sul. O casal está à frente da organização desde 2015 e brinca que ainda espera alguém assumir a função para que tradição ganhe novos corações.
A Festa da Padroeira começa oficialmente nesta sexta-feira no Santuário Estadual Nossa Senhora do Perpétuo Socorro e segue até o dia 28 de junho. A estrutura inclui 32 barracas de comidas, bebidas e doces, espaço kids coberto, estacionamento na Avenida Afonso Pena e 26 apresentações musicais ao longo da programação. Também haverá transmissão dos jogos do Brasil na Copa do Mundo em um telão instalado no local.
Para receber o público, a Rua Amando de Oliveira ficará fechada entre a Avenida Afonso Pena e a Rua Camapuã durante os dias da festa.
A abertura acontece nesta noite, após uma missa celebrada especialmente para abençoar o início das festividades.
Segundo o reitor do santuário, padre Reginaldo Padilha, a celebração tem um significado especial para os católicos do Estado por envolver a padroeira oficial de Mato Grosso do Sul. "Nossa Senhora do Perpétuo Socorro é venerada aqui na Igreja do Perpétuo Socorro, em Campo Grande, desde 1939", explica.
A devoção começou a crescer ainda durante a construção da igreja, quando tiveram início as tradicionais novenas. "Com o tempo, ela foi sendo difundida, propagada pelos próprios devotos, e hoje passam de 25 a 30 mil pessoas aqui no Santuário Estadual", afirma o padre.

Em 2017, Nossa Senhora do Perpétuo Socorro foi declarada padroeira de Mato Grosso do Sul por meio de lei estadual. Em 2022, veio também o reconhecimento oficial da Igreja Católica. "Para nós é um momento muito especial. O nosso ícone histórico foi totalmente restaurado. Ele está já com 96 anos. Chega com os primeiros missionários redentoristas em 1930", destaca.
Se a festa representa fé para milhares de pessoas, para Marcos e Solange ela também significa meses de trabalho. "Eu começo a organizar essa festa no mês de abril", conta Marcos.
Tudo começou quando o então pároco da comunidade precisou viajar para Roma justamente no período da festa. "Ele nos deu a responsabilidade e essa responsabilidade está até hoje", lembra.
Na época, o evento acontecia dentro do pátio da igreja. A partir de 2017, passou a ocupar a rua e ganhou dimensões maiores. Apesar do trabalho intenso, o casal diz que continua motivado pelo retorno recebido dos voluntários e participantes. "É gratificante. É muita responsabilidade, se mexe com muita gente", resume Marcos.
Para Solange, o carinho das pessoas ajuda a manter o ânimo. "É muito gratificante porque a resposta vem. Então a gente faz mesmo com amor, graças a Deus."
A festa segue até o dia 28 de junho com missas, novenas, peregrinações, praça de alimentação, shows e atividades para toda a família. Confira a programação abaixo.
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