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Campo Grande, Quinta-feira, 23 de Novembro de 2017

20/10/2017 08:20

Em chácaras longe da cidade, raves voltam a ter força em estrutura e público

Lucas Arruda
Shivatech aconteceu nos dias 10 e 11 deste mês e apostou pesado na decoração (Fotos: Arquivo Shivatech)Shivatech aconteceu nos dias 10 e 11 deste mês e apostou pesado na decoração (Fotos: Arquivo Shivatech)

Ouvir uma batida sem ninguém cantando pode ser um pouco cansativo para alguns, ainda mais se for por horas e horas seguidas. Contrariando os que pensam assim está a galera da cena eletrônica, que tem enchido as raves que vem acontecendo com cada vez mais frequência aqui em Campo Grande.

Elas aconteciam aos montes há cerca de 10 anos e foram diminuindo, ocorrendo em menor proporção, tamanho e com menos gente. Mas desde o ano passado, a coisa tem mudado. “O boom que tá acontecendo na verdade é nacional, grandes nomes do trance se tornou mais comercial. O pessoal que fazia as festas antigamente, Intranse, Samadhi, Bamboo, pararam um pouco de fazer festa grande. De uns dois anos pra cá uma gurizada nova resolveu voltar a fazer festa”, justifica Carlos Alessandro, um dos organizadores da Reborn, que aconteceu no último fim de semana numa chácara em Rochedinho, distante 30km de Campo Grande. O evento tinha duração de 24 horas.

 

As festas geralmente começam de noite e terminam bem depois do amanhecer do diaAs festas geralmente começam de noite e terminam bem depois do amanhecer do dia

Para o mês de novembro, pelo menos por enquanto, ainda não tem nenhuma rave programada. A próxima, Free Day Trip, está prevista para acontecer do dia 9, a partir das 21h, sem um local definido ainda. Ela terá 20 horas de duração.

“Começamos a festa em 2010 e foram cerca de 500 pessoas. Na segunda em 2012 foram mais ou menos 600. Foram pequenas. Ficamos parados aí fizemos a Label Party em parceria com outro núcleo de eventos, que contou com 8 lives, sedo 2 internacionais”, descreve Adriano Nicolino, que organiza a festa junto com mais quatro amigos.

Ambos entraram em contato com o cenário eletrônico na mesma época. “Conheci as raves em 2005 e me apaixonei tanto que hoje em dia estou na organização de uma”, declara Carlos Alessandro. “Rave foi meu primeiro contato com a música eletrônica, fui numa Samadhi e aí entrei no ramo”, conta Adriano.

Uma semana antes da Reborn, nos dias 10 e 11 deste mês, aconteceu a Shivatech, numa chácara próxima a Rochedinho. Ela durou 16 horas e apostou pesado na decoração, trazendo os decoradores da Universo Paralelo, maior festival de música eletrônica do Brasil que acontece todo réveillon no litoral baiano, para abrilhantar a festa.

“A decoração é a alma da festa, ela é a parte mágica onde aliada ao psy trance deixa a festa com uma vibe bem intensa, acredito que hoje em dia investir em algo diferenciado é essencial. Festas em outros estados isso é bem priorizado”, frisa um dos produtores da Shivatech, Matheus Nogueira Galvão.

Ingressos da Free Day Trip estão custando R$ 40 e podem ser adquiridos na Maktub Reggae Shop, que fica na Orla Morena, 750 ou por meio de promoters divulgados no evento do Facebook.

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Confira o vídeo de como foi um pouco da Reborn abaixo.



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