Espaços públicos viram destino de quem fica na cidade na folga de Semana Santa
De piquenique a exercícios, rotina simples ganha protagonismo no descanso prolongado
Durante o feriado prolongado de Semana Santa e Páscoa, em Campo Grande, o ritmo desacelera — e a cidade revela um de seus maiores patrimônios: os espaços públicos que convidam a viver o tempo com mais calma. Praças e parques, abertos normalmente, se transformam em refúgio para quem decide ficar. São cenários simples, mas cheios de significado: sombra de árvores, risadas de crianças, passos leves de quem aproveita para caminhar sem pressa.
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Campo Grande conta com 34 espaços públicos, entre parques e praças, abertos diariamente das 6h às 21h, que se tornam opção de lazer para famílias durante o feriado de Páscoa. Locais como o Parque Elias Gadia e a Praça Belmar Fidalgo oferecem lazer gratuito e acessível. A dona de casa Stefany Nascimento, de 29 anos, que veio do Rio de Janeiro há sete meses, destacou a abundância de áreas verdes na capital sul-mato-grossense como uma das maiores surpresas positivas da mudança.
Para muitas famílias, esses lugares não são apenas opção de lazer — são parte da rotina e, às vezes, da própria adaptação à cidade. É o caso da dona de casa Stefany Nascimento, de 29 anos, que há sete meses trocou o Rio de Janeiro pela Capital sul-mato-grossense. Entre as descobertas da nova vida, encontrou nas áreas verdes um alívio e uma surpresa.
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Mãe de três filhos — Isabela, de 6 anos, Pablo, de 11, e o pequeno Josué, de 2 —, Stefany adotou a Praça Belmar Fidalgo como ponto de encontro da família e também como espaço de cuidado pessoal.
“Vai ser muito útil ter as praças abertas, principalmente aqui no Belmar, porque eu moro no centro e fica perto para trazer eles. Enquanto eles brincam, eu consigo me exercitar, e isso é muito bom”, conta.
A fala dela traduz um sentimento que vai além da praticidade. É também sobre pertencimento. Sobre encontrar, em cada esquina, um pedaço de cidade que acolhe.
“Eu vim do Rio de Janeiro tem uns sete meses e uma das coisas que mais me deixou feliz foram as árvores e as praças. Lá não é tão fácil ver isso. Eu precisava andar muito para levar eles em uma pracinha ou área verde. Aqui, em quase toda esquina, eu encontro um espaço assim”, relata.
Com o marido trabalhando durante o feriado e as crianças sem aula, o planejamento já está definido — e não exige muito: lanchinho na mochila, bola na mão e disposição para aproveitar o dia ao ar livre.
“Eu vou me programar pra trazer lanchinho, bola e as coisas pra eles brincarem. A gente aproveita o ar fresco e ainda consegue um lazer econômico com as crianças”, diz.
E não faltam opções. Ao todo, são 34 espaços públicos mantidos pela prefeitura, entre parques e praças, abertos diariamente das 6h às 21h. Locais como o Parque Elias Gadia, o Parque Ayrton Senna, a própria Praça Belmar Fidalgo e o Parque Jacques da Luz se consolidam como destinos acessíveis e democráticos.
Mais do que incentivar a prática de atividades físicas, esses espaços fortalecem o convívio, criam memórias e ganham um sentido ainda mais especial em datas como a Páscoa — tradicionalmente ligadas à família, ao descanso e à reconexão.
Entre um passeio e outro, a cidade vai mostrando que, às vezes, o melhor programa não custa nada. Basta chegar, escolher um banco à sombra, estender a toalha no gramado — e deixar o tempo passar no ritmo certo.


