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Capital

Policial preso após atirar em festa sertaneja paga fiança de R$ 3 mil e é solto

Dono de bar tentava conter perito papiloscopista quando foi atingido de raspão por disparo

Por Anahi Zurutuza | 17/05/2026 10:10
Policial preso após atirar em festa sertaneja paga fiança de R$ 3 mil e é solto
Festa onde houve confusão estava lotada na noite deste sábado (Foto: Direto das Ruas)

Papiloscopista da Polícia Civil preso após disparar arma de fogo durante uma festa sertaneja nos altos da Avenida Afonso Pena pagou fiança de R$ 3 mil e foi colocado em liberdade ainda na madrugada deste domingo (17), em Campo Grande. O caso aconteceu em festa sertaneja num espaço para eventos nos altos da Avenida Afonso Pena.

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Papiloscopista da Polícia Civil, Gilberto Tolon Ribeiro, 37 anos, preso após disparar arma de fogo durante festa sertaneja na Avenida Afonso Pena, em Campo Grande, pagou fiança de R$ 3 mil e foi liberado. Autuado por disparo de arma de fogo, testemunhas relataram que ele voltou ao bar armado após confusão. O policial afirmou que o tiro ocorreu durante briga. O caso será apurado em inquérito.

Gilberto Tolon Ribeiro, de 37 anos, foi autuado em flagrante pelo crime de disparo de arma de fogo, previsto no artigo 15 do Estatuto do Desarmamento. Conforme o auto de prisão, o delegado Leonardo Antunes Ballerini Fernandes considerou a “gravidade concreta do fato”, já que o tiro ocorreu em local com aglomeração de pessoas, além da condição de agente público e dos sinais de embriaguez apresentados pelo policial civil.

Apesar disso, a autoridade policial arbitrou fiança de R$ 3 mil, destacando que o crime possui pena máxima de 4 anos e que, até o momento, não havia elementos suficientes para justificar prisão preventiva. Após o pagamento, Gilberto recebeu alvará de soltura.

Conforme noticiado mais cedo pelo Campo Grande News, frequentadores contiveram o policial até a chegada da Polícia Militar.

No boletim de ocorrência, testemunhas afirmaram que Gilberto se envolveu em uma confusão dentro do bar, foi retirado do local e depois retornou armado. O proprietário do estabelecimento relatou que o policial entrou novamente no bar “já com a arma em punho”, provocando correria entre os clientes. Ele foi atingido de raspão.

Uma testemunha disse ainda que, antes disso, o policial teria efetuado um disparo “em direção ao público presente”, fazendo as pessoas se jogarem no chão para se proteger. Segundo o depoimento, cerca de 30 a 40 minutos depois, ele voltou sozinho ao local e acabou imobilizado por frequentadores e seguranças após sacar a arma novamente.

Já Gilberto afirmou em depoimento que foi agredido durante a confusão e que o disparo ocorreu enquanto tentava segurar a própria arma em meio à briga.

No flagrante, o delegado ressaltou que ainda não é possível afirmar se houve tentativa de homicídio ou lesão corporal dolosa. Segundo a autoridade policial, as versões são conflitantes e o disparo ocorreu durante luta, situação que ainda será apurada no inquérito.