Feira em quadra de esportes é tradição há 12 anos às quartas-feiras
Bem antes das feiras criativas bombarem na cidade, o espaço já era febre entre os moradores
Bem antes das feiras criativas bombarem na cidade, uma feira montada dentro de uma quadra de esportes já era febre no Bairro Cidade Jardim. Há 12 anos, expositores se reúnem todas às quartas-feiras no cruzamento da Rua Taioba com a Avenida Centaurea para transformar a quadra do bairro em um ponto de encontro com comida, música e conversa entre vizinhos e agregados.
RESUMO
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A Feira da Cidade Jardim, em Campo Grande, completa 12 anos de tradição reunindo semanalmente expositores e moradores em uma quadra de esportes. O evento, que acontece todas as quartas-feiras no cruzamento da Rua Taioba com a Avenida Centaurea, oferece diversas opções gastronômicas, produtos frescos e artesanato. Iniciada em abril de 2014 pelo feirante Leonardo Yoshida, a feira se destaca pelo ambiente familiar e acolhedor. Com cerca de 25 expositores atualmente, o espaço se tornou um ponto de encontro tradicional do bairro, onde feirantes e frequentadores desenvolveram laços de amizade que ultrapassam os limites do evento semanal.
No espaço não falta opção. Tem pastel, espetinho, hambúrguer, cerveja artesanal, verduras e frutas frescas, temperos e castanhas, café moído na hora, artesanato, doces e outras dezenas de produtos. Mas, segundo quem frequenta, o maior atrativo é o clima de bairro, onde feirantes e clientes acabam se tornando amigos.
Quem acompanhou tudo desde o início foi o feirante Leonardo Yoshida, de 63 anos, considerado o pioneiro da iniciativa. Ele conta que a feira começou em abril de 2014, após o convite de uma moradora do bairro, dona Sara Sales, que queria criar algo diferente na região.
“Ela me chamou e falou que queria montar uma feira aqui. Aí eu reuni mais uns cinco ou seis feirantes e começamos”, lembra.
Leonardo, que trabalha em feiras há mais de 40 anos vendendo verduras, ajudou a estruturar o espaço e a organizar os primeiros participantes. Hoje, ele é um dos poucos remanescentes da formação inicial.
“Daquele começo mesmo, só sobrou eu, o Leonardo do pastel e o pessoal do sobá. O resto foi mudando com o tempo. Já passaram mais de 200 expositores por aqui nesses anos”, conta.
A escolha da quadra também ajudou a marcar a identidade do lugar. Diferente das feiras tradicionais de rua, ali as barracas ficam dentro do espaço esportivo do bairro, o que cria um ambiente mais compacto e acolhedor.
“É uma feira bem atípica. Aqui dentro da quadra virou uma coisa diferente. Eu falo que é como se fosse uma festa junina 52 semanas por ano. Enquanto nas escolas acontece uma vez por ano, aqui acontece toda quarta-feira”, brinca.
Com o passar do tempo, novos expositores chegaram e ajudaram a fortalecer o movimento. Um deles foi o empreendedor Felipe Teixeira, que hoje vende hambúrgueres e espetos na feira.
Ele conta que entrou no grupo anos depois, mas acabou ajudando a dar novo fôlego ao espaço, inclusive trazendo música ao vivo para animar as noites de quarta-feira. “A feira virou uma tradição do bairro. Hoje tem entre 20 e 25 expositores. É bem completo”, explica.
Segundo ele, a feira nasceu antes da atual onda de eventos gastronômicos e criativos que se espalharam pela cidade. “Hoje em dia feira virou moda, mas essa aqui começou antes disso tudo. É uma feira bem tradicional e muito familiar”, diz.
Outro veterano é Leonardo da Conceição dos Santos, conhecido como Carioca, que comanda a barraca de pastel e cachorro-quente. A população do bairro acolheu muito bem a gente. O ambiente aqui é bem familiar, tem música ao vivo, as pessoas vêm sentar, conversar, comer alguma coisa. É bem aconchegante”, afirma.
Para quem frequenta, a feira da Cidade Jardim também virou parte da rotina da semana. O advogado Carlos Eduardo, por exemplo, diz que bate ponto por lá desde 2017, quando se mudou para o bairro.
“Aqui é muito família. Como o bairro é compacto, todo mundo acaba virando amigo. O pessoal da feira virou nosso amigo fora da feira também. A gente vai pescar junto, virou uma turma mesmo”, conta.
Ele diz que o grupo costuma experimentar de tudo um pouco no espaço. “Uma semana a gente come lanche, na outra espetinho, depois pastel. A gente acaba consumindo tudo que a feira oferece”, afirma.
Entre os frequentadores tem até artista conhecido. A equipe do Lado B encontrou o músico Jerry Espíndola no local. “Feira é bom demais. Aqui é bem organizado, tem música, é aconchegante. A gente fica aqui debaixo da lua, comendo um pastelzinho feito na hora. O que pode ser melhor que isso?”, comenta.
Moradora do bairro, a advogada Maria Angélica Henning também é frequentadora assídua e diz que a simpatia dos feirantes é um dos pontos fortes. “É muito gostoso aqui. As pessoas são acolhedoras, os feirantes já conhecem a gente e sabem o que a gente gosta. Eu venho quase toda quarta”, conta.
Fã assumida de doces, ela já tem parada obrigatória. “Eu adoro os doces e sempre aproveito pra comer algum. Mas aqui tem de tudo, é uma delícia”, pontua.
Depois de mais de uma década, a feira da quadra do Cidade Jardim segue firme, reunindo moradores e visitantes todas as quartas-feiras. O endereço fica na Rua Taioba, 423, na esquina com a Avenida Centaurea.
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