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Campo Grande, Terça-feira, 21 de Agosto de 2018

16/05/2018 08:24

Para seguir veganismo à risca, jeito é apelar para receitas e diminuir o consumo

Bárbara adotou o veganismo e dá dica sobre comer, lavar os cabelos e até lavar roupas com produtos livres de componentes animais e cruelty-free

Thaís Pimenta
Bárbara de Almeida lê, e muito, os rótulos, para descobrir o que pode ou não entrar em sua casa. (Foto: Marina Pacheco)Bárbara de Almeida lê, e muito, os rótulos, para descobrir o que pode ou não entrar em sua casa. (Foto: Marina Pacheco)

Nada de carne ou qualquer derivado de animais no prato. Nem pensar em roupas com matéria-prima animal, como lã, seda e couro. Cosméticos ou produtos de higiene, só se forem livres de componentes animais e cruelty-free, ou seja, que não tenham sido testados em animais. Estes são os principais pilares do veganismo, mas que hoje são praticados na medida do possível, por conta da oferta restrita no mercado de produtos do tipo.

Bárbara de Almeida resolveu seguir este estilo de vida, mas acabou ganhando um sentido extra. Como não é fácil encontrar todos os produtos para tocar a rotina vegana, adotou como prática reduzir o consumo de uma maneira geral.

O veganismo faz Bárbara comprar o mínimo, reduzir o consumo, unindo o estilo de vida a outro também comum, o do minimalismo. Por isso, seu armarinho de produtos de higiene pessoal é bem diferente do da maioria das mulheres. Tem pouca coisa, mas tudo que é realmente necessário.

Ela explica que o acesso a marcas que tenham selo de veganas é muito difícil em Campo Grande, isso sem contar que são bem mais caras. "A gente encontra na internet sim, mas aí paga frete e tudo o mais, então no dia a dia é uma coisa que não compensa", explica ela.

Ler rótulos é uma obrigação de quem segue esse estilo de vida. Por isso, os grupos em que eles se organizam ajudam muito a encontrar produtos cruelty-free. Listas como a da PEA (Projeto Esperança Animal) colaboram, e muito, nessa hora, mas não são 100% confiáveis, como explica Bárbara.

"A gente costuma entrar em contato com o SAC das empresas, ouvir sua resposta, e confrontar a informação com a resposta que foi dada a um colega nosso, por exemplo. Muitas vezes elas não batem e aí aquele produto passa a não ser confiável", explica.

Sobre marcas de produtos para limpar a casa, ela adotou a Ypê, com exceções a alguns produtos, como o amaciante. "Ele leva gordura animal, então eu não uso",explica. Amaciantes vegan não são nada fáceis de encontrar, então ela optou por testar uma dica que lhe passaram e tem dado certo. "Eu substituo pelo vinagre. A cada maquinada coloco um potinho de vinagre, deixa as roupas macias e com o cheiro do sabão em pó. E é bem mais barato".

Bárbara mostra seu estoque de produtos de higiene pessoal. (foto: Marina Pacheco)Bárbara mostra seu estoque de produtos de higiene pessoal. (foto: Marina Pacheco)

Para os fios, ela usa duas marcas: Gota Dourada e Skala. Para escovar os dentes, pasta Contente. Desodorantes ela usa o Herbíssimo ou o Corpo a Corpo e para sabonete corporal o La Flore, da embalagem nova, que usa gordura vegetal e não a animal.

"Tenho aprendido e gostado bastante de testar receitas também. Repelentes eu não compro mais, faço uma emulsão de cravo e água, fica cheiroso e funcional", finaliza ela.

Para ser considerado vegano, um cosmético ou produto de higiene pessoal, ou para a casa, tem os mesmo princípios: não pode ter ingredientes de origem animal ou seus derivados, como mel, colágeno, leite, lanolina, gordura bovina e tutano. Também não é permitido que tenha ter sido testado em animais e mais, os praticantes geralmente observam se a marca do produto não financia nenhum tipo de espetáculo que diminua o animal, como os rodeios, comuns no país.

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