Filho deu a pista e Bial foi conferir sabores de MS em mesa de Bonito
Apresentador provou piraputanga, cupim de colher, 3 sobremesas e saiu elogiando a delicadeza dos pratos
Pedro Bial foi a Bonito para falar de livros, inteligência artificial e do futuro da leitura. Mas, longe do palco da feira literária, foi conhecer outra “especialidade da casa”: comida que também atrai os turistas durante as visitas ao paraíso de Mato Grosso do Sul. E, nesse caso, a recomendação já vinha de casa.
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Pedro Bial visitou o restaurante Bacuri, em Bonito, no Mato Grosso do Sul, por recomendação do próprio filho, que descreveu ser "obcecado pela comida do lugar". O jornalista provou pratos da culinária regional, como sashimi do piloteiro, cupim de colher e piraputanga corumbaense, além de três sobremesas. Encantado, ele elogiou a criatividade e sofisticação da cozinha comandada pelo chef Sylvio Trujillo.
Ao contar ao filho que estava no restaurante Bacuri, o jornalista ouviu uma declaração sem economia de entusiasmo. O rapaz, que havia conhecido o lugar dois anos antes, respondeu: "sou obcecado pela comida desse lugar", revelou Bial.
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Diante de uma recomendação dessas, só restava conferir se a fama dentro da família procedia. E para o jornalista, procedeu.
À mesa, Bial encarou um percurso pela cozinha regional, com direito a peixe, milho, carne, receitas inspiradas no Pantanal e, para fechar, três sobremesas.
O começo foi com sashimi do piloteiro, inspirado em um prato típico dos barcos de pesca dos rios Miranda e Paraguai, e chipaguassu (ou chipa guazú), preparada como uma espécie de suflê de milho com queijo meia-cura, conta Sylvio Trujillo, chef e proprietário do Bacuri.
Depois vieram os pesos-pesados da casa. Bial provou o cupim de colher, receita autoral e carro-chefe do restaurante, e a piraputanga corumbaense, feita a partir de uma receita de dona Iracema Sampaio, escritora e especialista em culinária regional que morreu em 2011.
A avaliação veio espontânea, entre uma garfada e outra. “Caramba, que comida! E que criatividade bem aplicada, né? Porque, às vezes, você tem uma culinária que fica exibicionista. Nesse caso, não. Tem uma medida, assim, da invenção, mas tudo funciona, né? Tem muito sabor, mas é delicado. É de uma sofisticação, de uma qualidade”, disse.
Quando parecia que a maratona gastronômica estava encerrada, chegaram as sobremesas. E aí ficou claro que ainda havia espaço. Ou, pelo menos, disposição para encontrá-lo.
Na mesa apareceram goiabada assada com gelato de queijo Nicola, café com leite queimado acompanhado de gelato de natas e cocada assada. “Vai, vai. Deixa eu comer agora. Cara, eu sou viciado em sobremesa”, brincou, antes de provar os doces.
Pedro Bial foi ao restaurante convidado pelos colegas de profissão locais, Carlos Arakaki e Cláudia Gaigher. "Se tem um restaurante que representa bem a cultura e a gastronomia sul-mato-grossense, de uma forma aprofundada, é o Bacuri. Sem dúvida!”, afirma Carlos.
No fim, o veredito foi curto. “Bom, hein?”, pergunta Carlos. E a resposta de Bial veio no mesmo tom: “Bom demais”.
O chef Sylvio Trujillo não esconde a satisfação em receber o jornalista e em ouvir a avaliação feita por Bial sobre seus pratos. “A definição que ele deu, tanto para a casa quanto para a comida, achei muito sincera”.
Refeição saborosa, mas salgada
Em uma sequência que passeia por sabores bem sul-mato-grossenses, o sashimi do piloteiro, de R$ 89, leva finas fatias de pintado, cebola roxa, cheiro-verde, pimenta dedo-de-moça e molho especial do chef, em referência às pescarias nos rios de Mato Grosso do Sul. Já a chipa guazú da Dona Odete, de R$ 57, é preparada com milho e queijo curado, em uma versão cremosa e gratinada da receita tradicional.
A piraputanga corumbaense, de R$ 247, chega inteira, sem espinhos, recheada com farofinha de moqueca e acompanhada de arroz, legumes assados e pirão da casa. Por R$ 268, o cupim de colher aposta na carne de nelore bonitense, cozida por oito horas e servida com mandioca cremosa temperada com sal boiadeiro, chimichurri de tereré, arroz e farofa.
O preço é salgado, mas não chega a surpreender em Bonito, uma das cidades turísticas mais conhecidas de Mato Grosso do Sul. Ainda assim, os R$ 661 para saborear apenas os pratos salgados valem a pena na avaliação de Bial.
Cardápio do Bacuri Cozinha Regional.pdf
Confira a galeria de imagens:
Feira literária e futebol
A experiência ocorreu durante a passagem do apresentador por Bonito, onde participou, no sábado (11), da 10ª FLIB (Feira Literária de Bonito) e falou sobre literatura, inteligência artificial e o risco de um futuro com cada vez menos leitores e escritores.
O apresentador global gostou tanto que voltou ao Bacuri depois da participação na feira para assistir ao jogo da Inglaterra contra a Noruega pela Copa do Mundo tomando um choppinho gelado.
O bacuri é uma fruta nativa do Cerrado brasileiro. Possui casca grossa e dura, e uma polpa branca cremosa de sabor único, que mistura um toque adocicado com uma leve acidez. A palavra também é usada popularmente no Brasil como um apelido carinhoso para se referir a crianças, bebês ou filhos pequenos.
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