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Sabor

Não precisa ficar só no alho e sal com medo de abusar dos temperos

Por Thailla Torres | 01/09/2020 06:45
Squela batata ou legumes salteados podem receber temperos que você nem imagina, explica a nutricionista. (Foto: Gabriela Marcelino)
Squela batata ou legumes salteados podem receber temperos que você nem imagina, explica a nutricionista. (Foto: Gabriela Marcelino)

Abra o armário, olhe para todos os aqueles vidrinhos de tempero que você guarda a cada compra no supermercado, mas nunca usa, e diga: hoje vou lhe usar. Se você do tipo que nunca usa temperos ou aposta na mistura deles com medo de abusar do sabor saiba que está perdendo tempo. Por isso, a nutricionista Gabriela Marcelino usa o espaço do Menu da Nutricionista de hoje para falar das especiarias que podem mudar a sua relação com a comida e tornar uma alimentação saudável ainda mais saborosa.

“O uso de especiarias (ou temperos no popular) ocorre há milhares de anos, pois era uma maneira de ajudar na conservação dos alimentos e os tornar mais agradáveis para o paladar. Como não havia meios adequados para armazenar os alimentos era comum consumir produtos vencidos devido ao difícil acesso, então os temperos mascaravam o aroma e sabor”, explica a nutricionista sobre a origem dos temperos.

Com o passar do tempo foram incorporados na cozinha como uma forma de melhorar não só o sabor, mas também as propriedades nutricionais dos alimentos. De forma geral, os temperos possuem muitos componentes antioxidantes que são aliados na prevenção e tratamento de doenças, como doenças cardiovasculares e diabetes, por isso, a nutricionista destaca a importância de saber as diferenças e os benefícios dessas especiarias numa rotina alimentas.

“Temos os temperos frescos e os secos que pelo nome já fica claro a forma que se apresentam. Os temperos frescos estão na sua forma in natura, ou seja, como estão na natureza, em folhas, flor, sementes, raízes”, explica.

Um dica para usá-los, é sempre deixar os temperos à mostra.
Um dica para usá-los, é sempre deixar os temperos à mostra.

Para alguns temperos frescos, como a salsinha, coentro, alho-poró e a cebolinha, para que não se perca nada, Gabriela sugere picar e deixá-los congelados e assim utilizá-los quando necessário. “Claro que não conseguimos fazer isso para todos os tipos, pois são sensíveis ao frio. Então, as opções secas acabam sendo mais viáveis”.

Os temperos secos passam por processos de secagem no qual é retirado a água, o que permite com que fiquem preservados por um maior tempo. Além disso, existem espécies que não estão disponíveis durante o ano todo, assim na forma seca é mais fácil de ser encontrado. “A secagem, de forma geral, não acarreta prejuízos nutricionais expressivos e dependendo do nutriente que estamos falamos podemos até mesmo deixá-los na forma que vai ser mais absorvida”.

Devido aos sabores e aromas bem marcantes, os temperos são uma estratégia para diminuir o uso de sal e temperos industrializados nas preparações, que, segundo a nutricionista, estão atrelados a doenças como a hipertensão.

“Lembrando que o famoso “tempero do amor” de amor não tem nada e aqueles potes de alho triturado com sal são péssimos para a saúde e não devem ser consumidos. Por isso, é sempre importante ler atentamente o rótulo de cada produto. Os ingredientes, pela legislação, estão sempre listados dos que estão em maior quantidade para os menores”, alerta

Dicas – “No geral, existem combinações padrões para cada tipo de alimento e para cada tipo de preparo, por exemplo, na carne vermelha a fica é apostar em pimenta preta, pimenta calabresa, alecrim, cebola e alho. Já nas carnes brancas, aposte no chimichurri, alho, cominho e páprica picante. Nos peixes use alecrim, louro e tomilho e nos molhos páprica picante ou defumada, alho, cebola, manjericão e tomilho”, ensina a nutricionista.

É claro que o uso de tempero não é uma regra, por isso, vale experimentar, pois o paladar difere de pessoa para pessoa. “Existem pessoas que amam pimenta enquanto que outras são mais sensíveis, por exemplo. Cozinhar é uma oportunidade de se conhecer novas combinações e não se deve ter medo de arriscar e experimentar novos sabores e aromas.

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