Zebrina não é só enfeite, ela vira bebida mexicana rosa e refrescante
Márcia Chiad apresenta o preparo da famosa água de matalí, tradicional no estado de Tabasco
A Zebrina do seu quintal não é só enfeite, ela também pode virar uma bebida mexicana rosa fluorescente. O Trilha Orgânica desta sexta-feira (30) mostra como transformar as folhas em drink simples, refrescante e cheio de personalidade.
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A Tradescantia zebrina também é conhecida como lambari-roxo ou apenas zebrina. Ela faz parte da tradição popular mexicana, do estado de Tabasco, e é utilizada no preparo da famosa água de matalí.
O preparo é simples. Basta separar um punhado de folhas da zebrina, acrescentar água e limão e, se preferir, adoçar a gosto. O processo é semelhante ao preparo de um chá por decocção, ou seja, quando as folhas são colocadas na água para ferver junto com ela.
Depois, deixe a mistura na geladeira e sirva com bastante gelo. Além do sabor refrescante, a bebida chama a atenção pela coloração intensa, que pode ganhar um tom de rosa bastante vibrante quando o limão entra na receita.
A zebrina pertence à família Commelinaceae e é uma planta rasteira, de crescimento rápido e fácil multiplicação por meio dos próprios ramos. Por isso, é bastante utilizada como forração de jardins e em vasos suspensos, onde as folhas coloridas formam cascatas.

Apesar da tradição de uso alimentar no México, é importante não presumir que toda planta ornamental cultivada em casa seja própria para consumo. A identificação correta da espécie e a procedência das folhas são fundamentais antes de experimentar qualquer preparo.
Como qualquer planta utilizada na alimentação, a zebrina também exige moderação. A orientação é não consumir em excesso e ter cuidado antes de experimentar a bebida, principalmente porque espécies parecidas podem ser confundidas.

Márcia alerta justamente para a identificação correta da planta. Segundo ela, uma das características que ajudam a reconhecer a zebrina é o contraste das folhas: a parte de cima costuma ser brilhante, com riscos em tons de verde escuro, enquanto a parte de baixo é roxa.
Já as plantas que apresentam coloração roxa dos dois lados das folhas podem ser confundidas com a zebrina, mas, segundo Márcia, exigem atenção por serem consideradas tóxicas. A agricultora recomenda observar esses detalhes antes de qualquer uso.
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