Preço do quiabo dispara 20% e laranja tem queda de 16% na 1ª semana de agosto
Mudanças nas cotações refletem oferta, entressafra, clima e comportamento da demanda por hortifrutigranjeiros

As cotações de alguns dos principais hortifrutigranjeiros comercializados na CEASA/MS (Central de Abastecimento de Mato Grosso do Sul) tiveram mudanças na primeira semana de agosto. O quiabo apresentou a maior valorização, com alta de 20,04%, enquanto a laranja Pera Rio registrou a maior queda, de 16,67%.
RESUMO
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Na primeira semana de agosto, as cotações de hortifrutigranjeiros na CEASA/MS registraram variações significativas. O quiabo liderou as altas com 20,04%, seguido pelo limão Tahiti (10%), tomate (8,33%) e cenoura (7,69%), impulsionados pela menor oferta e entressafra. Na contramão, a laranja Pera Rio caiu 16,67%, o mamão Formosa recuou 11,11%, a batata inglesa baixou 5,88% e a melancia cedeu 3,33%, pressionadas pelo aumento da oferta ou pela menor demanda.
O quiabo produzido em Mato Grosso do Sul e comercializado em caixa de 18 quilos passou de R$ 200 para R$ 250. A valorização está relacionada principalmente à redução da oferta no Estado, que é a principal região responsável pelo abastecimento do produto na CEASA. O período de entressafra e as oscilações de temperatura, especialmente os períodos mais frios, também prejudicaram o desenvolvimento das lavouras.
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O limão Tahiti, produzido em São Paulo, também teve aumento nas cotações. A caixa de 20 quilos passou de R$ 90 para R$ 100, alta de 10%. A valorização ocorre em um cenário de menor disponibilidade da fruta no cinturão citrícola paulista, em razão do avanço do período de entressafra e do encerramento da principal safra. Os lotes com melhor qualidade vêm sendo mais valorizados no mercado.
A cenoura produzida em Minas Gerais teve alta de 7,69%, com a caixa de 20 quilos passando de R$ 120 para R$ 130. A principal região produtora, São Gotardo (MG), enfrenta menor disponibilidade neste momento devido a atrasos no calendário de plantio da safra de inverno, provocados pelo elevado volume de chuvas registrado entre março e abril. A retomada das aulas também contribuiu para o aumento da demanda pelo produto.
O tomate, comercializado com origem em Goiás, Minas Gerais, Paraná e São Paulo, subiu 8,33%. A caixa de 25 quilos passou de R$ 110 para R$ 120. Apesar da recuperação da produção nas principais regiões produtoras, os volumes ainda não foram suficientes para aumentar significativamente a oferta no mercado. A melhora das condições climáticas vem favorecendo a recuperação das lavouras, após o atraso na maturação provocado pelo frio registrado nos meses de maio e junho.
Na outra ponta, a laranja Pera Rio, produzida em São Paulo, teve a maior redução percentual entre os produtos analisados. A caixa de 20 quilos passou de R$ 35 para R$ 30, queda de 16,67%. O mercado segue pressionado pelo ritmo mais lento da demanda. A expectativa de retomada das aulas, temperaturas mais elevadas e a redução da oferta de algumas variedades de tangerina podem contribuir para uma recuperação gradual do consumo nas próximas semanas.
O mamão Formosa, comercializado com origem na Bahia, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul e São Paulo, apresentou queda de 11,11%. A caixa de 18 quilos passou de R$ 100 para R$ 90. A redução ocorreu após cinco semanas consecutivas de valorização. Os preços recuaram diante do menor interesse dos compradores, provocado pelos valores elevados praticados anteriormente.
A batata inglesa também ficou mais barata. O produto, com origem em Goiás, Minas Gerais, Paraná e São Paulo, teve o preço do saco de 50 quilos reduzido de R$ 180 para R$ 170, queda de 5,88%. O avanço da safra de inverno, as condições climáticas mais favoráveis à colheita e o aumento da oferta nos principais mercados contribuíram para a redução das cotações.
Já a melancia, comercializada com origem em Goiás e Tocantins, fechou a semana com queda de 3,33%. O quilo passou de R$ 3,10 para R$ 3. O recuo está relacionado principalmente ao aumento da oferta, impulsionado pela recuperação da produção em Goiás e pelo avanço das colheitas no Tocantins.
As oscilações registradas na primeira semana de agosto mostram cenários distintos entre os produtos comercializados na CEASA/MS. Enquanto itens como quiabo, limão Tahiti, tomate e cenoura tiveram seus preços pressionados pela menor oferta ou pelo aumento da demanda, laranja Pera Rio, mamão Formosa, batata inglesa e melancia registraram redução diante de fatores como menor procura e aumento da disponibilidade no mercado.

