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Lado Rural

Região Norte lidera qualidade das lavouras de milho em Mato Grosso do Sul

Boletim alerta para risco de estiagem e geadas durante o desenvolvimento das áreas cultivadas

Por Ketlen Gomes | 27/05/2026 13:36
Região Norte lidera qualidade das lavouras de milho em Mato Grosso do Sul
Estado tem maior parte das plantações de milho segunda safra consideradas em boas condições. (Foto: Divulgação)

O Boletim Rural publicado pela Aprosoja (Associação dos Produtores de Soja e Milho) nesta quarta-feira (27), aponta que 71,5% das lavouras do Estado são consideradas em boas condições para a segunda safra de milho em Mato Grosso do Sul. A produção está estimada em 11,139 milhões de toneladas no ciclo 2025/2025, e a área cultivada deve atingir 2,206 milhões de hectares, com produtividade média estimada em 84,2 sacas por hectare.

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Levantamento da Aprosoja aponta que 71,5% das lavouras de milho segunda safra em Mato Grosso do Sul estão em boas condições, com produção estimada em 11,139 milhões de toneladas em 2,206 milhões de hectares. A região Norte lidera com 92,1% das áreas bem avaliadas, enquanto o Centro registra cenário mais crítico. A entidade alerta para riscos de estiagem, geadas e granizo em municípios do sul do Estado.

O levantamento também aponta que 17,8% das áreas estão em situação regular e 10,7% foram classificadas como ruins.

A região Centro apresenta o cenário mais crítico, com apenas 57,9% das áreas avaliadas como boas e 23,8% em condições ruins. Municípios como Rio Brilhante, Sidrolândia e Nova Alvorada do Sul registram até 25% das lavouras em situação ruim.

Já a região Norte concentra os melhores índices de desenvolvimento, com 92,1% das lavouras classificadas como boas. Camapuã, Coxim e Rio Verde de Mato Grosso aparecem entre os municípios com melhores condições produtivas.

O boletim também aponta que o plantio da segunda safra começou na terceira semana de janeiro e foi concluído no fim de abril, com maior concentração entre fevereiro e março, período que respondeu por 78,8% da área semeada.

Apesar das condições consideradas positivas na maior parte do Estado, a Aprosoja/MS alerta para riscos de estiagem e geadas ao longo do ciclo em praticamente todas as regiões produtoras. O levantamento também cita danos provocados por granizo em municípios do sul do Estado, como Dourados, Ivinhema, Juti e Deodápolis, afetando cerca de 2,1 mil hectares.

Segundo o relatório, a atual safra de milho ocupa cerca de 46% da área destinada à soja em Mato Grosso do Sul, percentual inferior aos 75% registrados em anos anteriores. A redução é atribuída às restrições da janela ideal de plantio e à migração de parte das áreas para culturas alternativas, como sorgo, milheto e pastagens.

Na comercialização, o milho de segunda safra atingiu 24% de vendas antecipadas até 25 de maio, índice 2,5 pontos percentuais superior ao registrado no mesmo período do ano passado.

O preço médio da saca de milho em Mato Grosso do Sul foi cotado a R$ 51,50 entre os dias 18 e 21 de maio, com leve alta de 0,7% no período. Ainda assim, o valor representa desvalorização de 13,78% em comparação ao mesmo intervalo de 2025.

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