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Campo Grande, Sexta-feira, 21 de Setembro de 2018

25/02/2018 10:47

Ação que já vistoriou 150 áreas flagra desmatamento de 131 hectares

Policiais militares ambientais pretendem concluir apuração até junho

Kleber Clajus
Em Camapuã, imagens de satélite confirmaram que pecuarista desmatou 131,61 hectares (Foto: Divulgação/PMA)Em Camapuã, imagens de satélite confirmaram que pecuarista desmatou 131,61 hectares (Foto: Divulgação/PMA)

Operação que apura desmatamento ilegal em Mato Grosso do Sul constatou, no sábado (24), pastagem irregular equivalente a 184 campos de futebol em fazenda de Camapuã, distante 135 quilômetros de Campo Grande. O local é um dos 594 mapeados via satélite para vistoria de policiais militares ambientais, como parte de uma operação desencadeada pelo MPE (Ministério Público Estadual), a Cervo do Pantanal. Até agora, já foram vistoriadas 150 fazendas.

Nesta última área vistoriada, o proprietário levou multa de R$ 132 mil. Na área, a fiscalização confirmou a derrubada de 131,61 hectares de vegetação do Cerrado para a criação de gado. Imagens de satélite confirmaram alterações na propriedade entre julho de 2014 e janeiro de 2015, tendo a madeira sido retirada no período.

Como não tinha licenciamento ambiental o pecuarista, de 81 anos, vai responder por crime ambiental e deve elaborar um Prada (Plano de Recuperação de Área Degradada e Alterada), assim como protocolar o documento junto ao órgão ambiental. 

A Operação Cervo-do-Pantanal tem vistoriado locais onde o núcleo de geoprocessamento do Ministério Público identificou possíveis desmatamentos irregulares. A meta é concluir o trabalho até junho deste ano.

Outro caso - Em Paranaíba, a 422 quilômetros da Capital, o proprietário de dois sítios foi multado em R$ 5 mil ao derrubar árvores de grande porte dentro da área de reserva legal.

Para os policiais ambientais o infrator, de 71 anos, justificou criar uma alternativa para que pessoas não utilizassem estrada antiga dentro de suas propriedades. Ele também deve responder por crime ambiental, que além de multa prevê detenção de três a seis meses.



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