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Meio Ambiente

“Água é nosso ouro”, lembra diretor-presidente de Turismo sobre os rios de MS

Durante evento, Bruno Wendling destaca ações de preservação e gestão hídrica para enfrentar escassez no Estado

Por Mylena Fraiha | 10/07/2024 18:38
Flutuação no rio, em Bonito, considerada a capital do ecoturismo brasileiro (Foto: Divulgação)
Flutuação no rio, em Bonito, considerada a capital do ecoturismo brasileiro (Foto: Divulgação)

“A água é nosso ouro e nosso principal ativo de turismo em MS”, defendeu o Diretor-presidente da Fundtur (Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul), Bruno Wendling, durante a reunião de apresentação da Carta do V Seminário Estadual da Água, nesta quarta-feira (1).

Durante a reunião, foram apresentadas propostas de gestão sobre os recursos hídricos do Estado, que atualmente enfrenta uma situação de escassez hídrica na região hidrográfica do Paraguai. No mês passado, a ANA (Agência Nacional de Águas) decretou situação de escassez hídrica na região hidrográfica do Paraguai, válida até 31 de outubro de 2024.

Um dos pontos abordados por Bruno foi sobre a convivência do setor de turismo com a conservação das águas nas últimas décadas e os desafios de combater a mudança climática. “Nosso Estado é privilegiado, rico e abastecido por grandes rios. A responsabilidade do setor é trabalhar a conservação por meio dessas ações e apoiar as iniciativas por meio das instâncias da sociedade e da governança, cumprindo o papel da gestão pública”.

Segundo o diretor-presidente da Fundtur, preservar as águas é também preservar o potencial ecoturístico de MS, que hoje tem como principal destino a cidade de Bonito, a 297 km da Capital. “É o principal motivador das pessoas virem até aqui, desde a região de Bonito e Serra da Bodoquena, pelas suas águas cristalinas, além de todas as atividades de ecoturismo e de turismo de aventura que acontecem nas águas”.

Diretor-presidente da Fundtur, Bruno Wendling, diz que preservar as águas é também preservar o potencial ecoturístico de MS (Foto: Paulo Francis)
Diretor-presidente da Fundtur, Bruno Wendling, diz que preservar as águas é também preservar o potencial ecoturístico de MS (Foto: Paulo Francis)

Importante mencionar que Bonito está entre os destinos mais desejados no Brasil, conforme pesquisa recente do Ministério do Turismo. No ranking com 15 cidades, Bonito está em 8° lugar (5,6%), ficando entre os dez. Em primeiro está Salvador, com preferência de 7,1% dos brasileiros; seguido de Fernando de Noronha (6,9%) e Rio de Janeiro (6,7%).

Além da capital do ecoturismo, o diretor-presidente da Fundtur menciona que outros destinos de MS também têm recebido muitos turistas interessados em atividades como a pesca esportiva e birdwatching - a atividade de observação de pássaros. “Também temos o nosso Pantanal, pelo rio Paraguai, com turismo de pesca esportiva e cruzeiros fluviais. A água é tudo e representa o nosso ouro e a principal fonte de recurso natural para o turismo”.

Durante o evento, Bruno mostrou vídeos de Bonito e do Pantanal e destacou exemplos de produtores rurais que trabalham com agricultura e conservação. “Observamos uma família que vive e constrói todo o seu processo no Rio da Prata. Vemos também outro produtor de genética, que inclusive recebeu prêmio mundial de conservação. Acompanhamos uma mergulhadora de caverna que faz um trabalho de conservação maravilhoso, com compostagem de lixo orgânico. Precisamos trabalhar neste equilíbrio, diante desses exemplos que são produtores e conservacionistas”, reforça.

Fora da região de Bonito, Bruno destacou que a Fundtur tem incentivado a conservação em Rio Verde de Mato Grosso e Costa Rica, no norte do Estado. “Costa Rica, por exemplo, é um modelo de parque municipal, onde a comunidade tem aumentado o número de RPPNs, que são áreas de propriedade particular dedicadas à conservação de áreas nativas. Esse modelo começou há 40 ou 50 anos”, ressalta.

Queimadas - Questionado sobre a questão das queimadas no Pantanal, o diretor-presidente da Fundtur comentou que houve uma preocupação com o impacto dessas queimadas na imagem da região, especialmente em Corumbá.

Bruno menciona que durante esse período foi preciso manter uma comunicação eficaz e responsável para manter a confiança do trade nacional e internacional. “A informação de que o Pantanal está queimando é verídica, mas é importante observar que, embora grandes áreas tenham sido afetadas, as operações turísticas continuaram normalmente. Nosso trabalho foi ser transparente, informando que as áreas afetadas não paralisaram o turismo”.

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