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Meio Ambiente

Bernal também quer desmatar área do Exército para hospital e terminal

Por Zana Zaidan | 06/02/2014 17:21
De um lado, o Exército fará um novo batalhão, do outro a prefeitura quer fazer obras públicas (Foto: Google Maps - Arte: Marcos Ermínio)
De um lado, o Exército fará um novo batalhão, do outro a prefeitura quer fazer obras públicas (Foto: Google Maps - Arte: Marcos Ermínio)

Além de abrigar o 9º Batalhão de Comunicação do CMO (Comando Militar do Oeste), a prefeitura de Campo Grande também está de olho no terreno de 360 hectares no meio da região do grande Santo Amaro. A administração municipal solicitou ao CMO uma área de 15 hectares, que será destinada a construção de um hospital municipal e um ponto de integração de ônibus.

A solicitação está em análise pela área técnica do Exército e, posteriormente, será encaminhada para aprovação final do comandante do CMO, que bate o martelo sobre ceder, ou não, parte da área da União para o município.

Não há prazo para responder ao pedido da prefeitura. Ainda sem local definido, o Executivo pretende investir R$ 120 milhões no hospital, que já teve R$ 40 milhões incluídos no Orçamento Geral da União. 

Polêmica – A construção do 9º Bcom, que vai ocupar 21,5 dos 360 hectares, foi motivo de polêmica entre moradores da região e ambientalistas, que viram parte da flora ser desmatada para dar lugar ao novo batalhão do Exército.

No entanto, o CMO apresentou a licença expedida pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais renováveis). Além da aprovação do órgão ambiental, as Forças Armadas Brasileiras não precisam de licenciamento ambiental para supressão vegetal, conforme lei complementar 97/1999.

A prefeitura pretende fazer o hospital e o terminal no lado oposto da área onde ficará o Bcom. Os 360 hectares do Exército formam um quadrilátero, compostos pelas avenidas Euler de Azevedo, Tamandaré, Fernando de Noronha e Presidente Vargas.

Área que já começou a ser desmatada gerou revolta de moradores e ambientalistas (Foto: Marcos Ermínio)
Área que já começou a ser desmatada gerou revolta de moradores e ambientalistas (Foto: Marcos Ermínio)
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