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Meio Ambiente

Chuva isolada na Serra do Amolar gera imagem rara em área seca do Pantanal

Precipitação pontual registrada por sistema de monitoramento do IHP contrasta com estiagem prolongada

Por Viviane Oliveira | 08/01/2026 10:50


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Uma chuva isolada registrada na Serra do Amolar, em Corumbá, gerou imagens incomuns captadas pelo sistema Pantera do Instituto Homem Pantaneiro. O fenômeno ocorreu em área que permanecia seca há semanas no Pantanal, região situada entre Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Bolívia. A região não registrava precipitação significativa desde 30 de dezembro, quando foram medidos 29 mm na Reserva Acurizal. O Rio Paraguai está com nível de 0,77 metro em Ladário, índice inferior ao mesmo período de 2025 e próximo ao cenário de seca extrema de 2024.

Chuva pontual registrada na tarde de quarta-feira (7) na região da Serra do Amolar, em Corumbá, chamou atenção por ocorrer em área que permanece seca há semanas no Pantanal. O registro foi feito pelo sistema Pantera, instalado pelo IHP (Instituto Homem Pantaneiro) no pico de uma montanha a cerca de 1 mil metros de altitude, em território situado entre Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e a Bolívia.

A precipitação localizada em meio a uma vasta área do Pantanal acabou gerando imagem inusitada, captada pelo sistema de monitoramento utilizado na prevenção de incêndios florestais. Segundo o IHP, o registro indica a concentração de nuvens em pontos específicos dessa região remota, sem, no entanto, representar mudança significativa no cenário climático local.

De forma geral, não há registro de chuva volumosa na região desde o dia 30 de dezembro, quando foram medidos 29 mm (milímetros) na Reserva Particular de Patrimônio Natural Acurizal. Desde então, apesar das chuvas observadas em diferentes partes de Mato Grosso do Sul, inclusive em Campo Grande, essa área do Pantanal permaneceu sem precipitação relevante.

A chuva que contribui de forma mais efetiva para o período de cheia do Pantanal, segundo especialistas, é aquela registrada principalmente nas regiões de Cuiabá (MT) e Cáceres (MT), em Mato Grosso, responsáveis por alimentar o volume dos rios. Atualmente, o Rio Paraguai está com nível de 0,77 metro em Ladário, conforme dados da Marinha. O índice é inferior ao registrado no mesmo período de 2025, quando o nível era de 1,17 metro, e se aproxima do cenário da seca extrema de 2024, quando marcou 0,45 metro em 7 de janeiro. A medição em Ladário é considerada referência para indicar sinais de estiagem ou de cheia no Pantanal.

Conforme os dados do Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de MS), os maiores volumes de chuva acumulados nas últimas 24 horas foram registrados em Campo Grande (29,8 mm), Jardim (20,8 mm), Figueirão (19,4 mm), Maracaju (10,8 mm), Nhecolândia, em Corumbá (10,4 mm), Dois Irmãos do Buriti (8 mm) e Corguinho (7 mm). As medições são do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) e da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação).

Em relação à umidade relativa do ar, a região da Serra do Amolar apresentou o maior índice nas últimas 24 horas, com 38%. O menor percentual foi registrado em Porto Murtinho, com 22%. Em Corumbá, a umidade ficou em 36% no mesmo período.

Em atualização divulgada nesta quinta-feira, o município de Pedro Gomes apareceu como o local com maior volume de chuva, acumulando 44 mm. Já dentro do município de Corumbá, o maior registro foi na região do Paiaguás, distante da Serra do Amolar, onde choveu 20,6 mm. A imagem abaixo, registrada na manhã desta quinta-feira, mostra cenário semelhante ao observado ontem.

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