ACOMPANHE-NOS    
JANEIRO, SEXTA  21    CAMPO GRANDE 24º

Meio Ambiente

Com investimento de R$ 4 milhões, MS quer ser "carbono neutro" até 2030

Nesta manhã, o governo estadual anunciou investimento na pesquisa científica e projetou sustentabilidade em MS

Por Guilherme Correia | 09/09/2021 12:15
Em coletiva, Eduardo Riedel, Reinaldo Azambuja, Jaime Verruck e Márcio Pereira, anunciaram investimentos e promessas ambientais. (Foto: Gabriela Couto)
Em coletiva, Eduardo Riedel, Reinaldo Azambuja, Jaime Verruck e Márcio Pereira, anunciaram investimentos e promessas ambientais. (Foto: Gabriela Couto)

O governo de Mato Grosso do Sul anunciou investimento de R$ 4 milhões em pesquisas científicas, como uma das medidas para garantir, até 2030, a certificação de "carbono neutro". Isto é, a expectativa da gestão é de reduzir ao máximo a emissão de gás carbônico, gerado a partir da queima de combustíveis fósseis e da respiração de seres vivos.

Segundo anunciado hoje, o Plano Estadual MS Carbono Neutro visa reduzir o efeito estufa em território sul-mato-grossense, o que influenciaria na qualidade de vida e disponibilidade de recursos para a população. A proposta quer estabelecer o modelo de desenvolvimento baseado em uma economia de baixo carbono, na conservação e na valorização de ativos ambientais e na redução de passivos ambientais.

Esse fenômeno ambiental acontece quando o CO (dióxido de carbono), em excesso, atinge a atmosfera e permite que raios solares atinjam o planeta, e que a temperatura não se dissipe, mas sim, fique concentrada no globo terrestre, gerando o aquecimento global.

Investimento - Em coletiva nesta manhã (9), o governador, Reinaldo Azambuja (PSDB), anunciou o pacote de recursos financeiros para que pesquisadores consigam elaborar projetos que contribuam nesse objetivo. "Para até 2030, ter um estado que realmente neutralize as emissões de gases. Não é um desafio para o nosso governo, é uma agenda do Mato Grosso do Sul, e vai ser perseguida por anos".

Segundo ele, tal preocupação ambiental é inovadora, em relação a outros estados brasileiros. "Não é corriqueiro, em nenhum dos estados brasileiros. Talvez seja um dos primeiros, ou o primeiro do País, um estado publicar um edital de R$ 4 milhões para vários projetos apresentados, para diminuirmos a redução dos gases de efeito estufa".

"É uma política de estado, não de governo [...] para gerações atuais e gerações futuras. É a preocupação de todos, entenda que não é a preocupação do Mato Grosso do Sul. É dos países, também. Do Brasil como um todo".

As proposta submetidas no edital da Fundect (Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia) receberão, ao todo, o recurso anunciado pelo governo estadual. Os pré-projetos serão analisados e julgados, sob critérios de análise da documentação e prazo, assim como a relevância do projeto, que será avaliada pela diretoria-executiva.

Azambuja comentou que esse programa é um, entre "outros que virão". "Estamos preparados, através da Fundação, para ampliar o número de editais, nesse caminho da sustentabilidade, como outras metodologias", finalizou.

Condições climáticas - Os anúncios fazem parte de políticas desenvolvidas pela Semagro (Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar). Até 2050, será aplicado o Plano de Ação Climática, que deverá contemplar metas definidas pelo Protocolo de Kyoto e neutralizar emissões líquidas.

Para o titular da pasta, Jaime Verruck, isso potencializa o setor financeiro. "Estamos colocando Mato Grosso do Sul nesse mercado nacional e internacional. Um dos objetivos é trazer a comunidade científica, todo o conhecimento que existe sobre isso, trazer isso para a formulação de políticas públicas [...] o edital traz elementos para trazer universidades, ciência e conhecimento".

Essa política, segundo o governador Azambuja, teve início em 2016, por conta da bagagem científica já produzida em relação ao aquecimento global. "Temos acompanhado secas extremas em algumas regiões, excesso de chuvas em outras, frio intenso em algumas regiões que até então, não tinham esse feito como regular, e isso desperta a nós, todo o nosso compromisso, com essa agenda de sustentabilidade", finalizou.

Nos siga no Google Notícias
Regras de comentário