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Meio Ambiente

Combate ao fogo no Pantanal terá reforço de mais três aviões

Com eles, serão ao todo cinco aeronaves nas ações de controle do fogo, que avança diante da estiagem e altas temperaturas

Por Lucia Morel | 28/09/2020 18:45
Na região do Nabileque, perto da Estrada Parque, fogo avançou com rapidez de sábado para cá. (Foto: Fazenda BR-Pec)
Na região do Nabileque, perto da Estrada Parque, fogo avançou com rapidez de sábado para cá. (Foto: Fazenda BR-Pec)

O Pantanal sul-matogrossense vai receber apoio de mais três aeronaves de combate ao fogo nos próximos dias e passará a contar com cinco no total. Mais 42 brigadistas do PrevFogo/Ibama devem chegar essa semana e ainda, 20 bombeiros de Santa Catarina.

A ideia é intensificar as ações na tentativa de controlar o fogo, já que são pelo menos 1,2 mil focos ativos na região, diante dos estragos que os 5.654 registrados este ano em Corumbá já fizeram. Quem atua no planejamento de combate afirma que chegando o mês de outubro, a situação pode se agravar se não houver esforços no controle agora.

O tenente-coronel Waldemir Moreira Júnior, chefe do centro de protelção ambiental do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso do Sul lembra que não há nenhuma previsão de chuva até o dia 12 de outubro e caso o fogo não seja controlado, as chances da situação se agravar é muito grande.

“Estamos sem chuva até dia 12 e assim, o cenário tende a se agravar com a chegada de outubro, com mais seca do que nunca. E mesmo que chova, podem cair raios em uma região e não chover, e iniciar um incêndio. Foi o que aconteceu na região de Ilha Grande, perto do Paraná”, disse, relatando queimada já extinta perto de Naviraí.

Atualmente, são três áreas distintas do Pantanal sul-matogrossense pegando fogo: na divisa com Mato Grosso, perto de Porto Jofre, na região do Paiaguás; na Serra do Amolar, perto da RPPN (Reserva Particular do Patrimônio Natural) Novos Dourados; e em fazendas próximas à Estrada Parque, na região do Nabileque.

Fogo na região da Serra do Amolar é o de mais difícil acesso. (Foto: BR-PEC)
Fogo na região da Serra do Amolar é o de mais difícil acesso. (Foto: BR-PEC)

“É uma situação que exige atenção, porque a qualquer momento pode surgir um novo foco e se alastrar”, alerta Moreira, que conta que há um helicóptero de combate na região e um avião air-tractor chega amanhã. Outros três, do mesmo modelo, já foram solicitados à empresa que presta serviço ao governo do Estado e devem chegar nos próximos dias para fazer combate na região da Serra do Amolar, que é a área de mais difícil acesso.

Conforme o tenente-coronel, foram contratadas 200 horas de voo por R$ 1.180 milhão, que prevê o combate com aeronaves por 30 dias. “A empresa leva a estrutura inteira, inclusive combustível”, salientou, lembrando que equipamentos de combate ao fogo também estão sendo adquiridos.

Além disso, o Governo de Brasília, se colocou à disposição para enviar a Mato Grosso do Sul, 60 militares do Corpo de Bombeiros.

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