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Campo Grande, Segunda-feira, 22 de Julho de 2019

26/06/2019 17:45

Lago do Parque tinha peixes de até 80 centímetros e 12 quilos

Dez mil espécimes foram retiradas do lago maior, para obras de desassoreamento

Marta Ferreira
Trabalhador mostra, feliz da vida, pacu retirado do Lago do Parque das Nações. (Foto: reprodução redes sociais)Trabalhador mostra, feliz da vida, pacu retirado do Lago do Parque das Nações. (Foto: reprodução redes sociais)

No sorriso do trabalhador anônimo, a satisfação de quem encontrou, em meio ao lago assoreado do Parque das Nações Indígenas, a prova de que a natureza sempre teima em sobreviver aos descasos humanos. Ele carrega um peixe grande o suficiente para alimentar muito bem uma família. Ou ainda ilustrar aquela foto de pescador orgulhoso, e depois voltar para o rio.

Fotos da operação de transferência dos peixes ganharam as redes sociais e começaram a ser compatilhadas, justamente pelo tamanho dos animais impressionar.

A descoberta do peixão, porém, é mais um indicativo da interferência humana nos lagos do Parque das Nações, que passam por serviços de revitalização, para retirada da terra acumulada.Trata-se de um pacu, normalmente não localizado nesse tipo de habitat. Ou seja, era um “invasor”, possivelmente solto no local por frequentadores, da mesma forma que um jundiá, outra espécie localizada e que, pelas regras da natureza, não apareceria de forma natural. Na mesma situação tilápias e carpas foram achadas. Os técnicos acreditam que peixes de aquário foram levados para lá.

Vander de Jesus, gerente de Recursos Pesqueiros do Imasul, diz que foram ao todo 10 mil peixes retirados.  (Foto: Assessoria de imprensa/Imasul)Vander de Jesus, gerente de Recursos Pesqueiros do Imasul, diz que foram ao todo 10 mil peixes retirados. (Foto: Assessoria de imprensa/Imasul)

Ao todo, foram retiradas 13 espécies de peixes, a maior parte de lambaris. O gerente de Recursos Pesqueiros do Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), Vander Fabrício de Jesus, estima em 10 mil a quantidade retirada do local. O maior foi um pacu de 12 quilos e 80 centímetros de cumprimento, que faria qualquer adepto da pesquisa feliz.

Como o lago menor já foi desassoreado, o cardume foi solto nele. A operação evita, assim, a cena de peixes morrendo, como já ocorreu durante os serviços. Ela começou na quinta-feira passada e acabou nesta quarta-feira.

Os serviços foram iniciados pela Prefeitura, para acabar com os bancos de areia nos dois lagos, que provocaram indignação de frequentadores do espaço de lazer.

Sujeira - Além dos peixes, houve achados indesejados: lixo deixado pelos frequentadores do parque. Pneus, plásticos, garrafas e até aparelho celular foram achados.

Após o fim das obras, os animais serão devolvidos ao lago maior. As obras de desassoreamento têm previsão de retirar 140 mil metros cúbicos de sedimentos do lago. O custo é estimado em 5 milhões, para devolver ao Parque das Nações um dos seus principais cartões postais, tão presente nas fotos de pôr-do-sol.

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