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Campo Grande, Segunda-feira, 17 de Dezembro de 2018

10/08/2018 17:38

Lei prevê liberação de pesca na Lagoa Itatiaia depois de estudo ambiental

Medida ainda depende de sanção do prefeito Marquinhos Trad

Kleber Clajus
Morador pescando na lagoa Itatiaia em Campo Grande.  (Foto: Arquivo)Morador pescando na lagoa Itatiaia em Campo Grande. (Foto: Arquivo)

Lei aprovada por vereadores, nessa semana, pretende impedir a pesca na Lagoa Itatiaia, em Campo Grande, até emissão de laudo ambiental técnico. A medida ainda depende de sanção do prefeito Marquinhos Trad (PSD) para valer.

O vereador Eduardo Romero (Rede), autor da proposta, afirma que a lei vai além do veto à pesca na lagoa. Segundo ele, a medida cria um programa de conservação ambiental para levantar dados científicos sobre fauna, flora e os impactos que a liberação da pesca poderá causar no local.

"Ela é uma lagoa quase autossuficiente e não temos informações técnicas sobre prejuízos ou não da pesca, que constitui um ato de lazer a ser valorizado e ambientalmente planejado porque cria processos iniciais de erosão [nas margens]", pontuou Romero.

Há quase quatro anos, o ex-prefeito Gilmar Olarte (sem partido) vetou projeto de proibição alegando que este restringiria cidadãos que "até mesmo pela condição financeira, não tem condições de levar até a sua mesa um alimento que possa nutrir a fome de seu semelhante".

Moradores como o empresário Carlos Davalo, 57 anos, lamentaram tal agressão contra um patrimônio natural de Campo Grande. A nova proposta, contudo, traz de volta as pesquisas científicas e a esperança de normativas para uso do espaço como lazer. Outro ponto por ele lembrado diz respeito a necessidade de pavimentação de ruas no entorno da lagoa para que se evite seu assoreamento, como já identificado por alunos de escola municipal próxima.

Na avaliação do engenheiro ambiental e mestre em tecnologias ambientais, Antônio Carlos Silva Sampaio, estudo é preciso para que se volte a liberar a pesca dentro de determinadas condições e mesmo se é viável continuar pescando na lagoa, uma vez que a presença das pessoas nas margens gera degradação que pode afetar a reprodução dos peixes.

A nova lei prevê ainda monitoramento ambiental por meio de parcerias entre a prefeitura, iniciativa privada e instituições de ensino. Há, inclusive, sugestão para que a lagoa seja inserida no Propam (Programa de Parceria Municipal), a fim de ter seu entorno conservado por empresas que estariam autorizadas a colocar anúncios publicitários no local.

 

 

 

 



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