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Meio Ambiente

Pantanal é o único bioma com alta nos índices de desmatamento

Levantamento do Inpe registrou aumento de 45,5% no período de seis meses

Por Gustavo Bonotto | 12/02/2026 19:59
Pantanal é o único bioma com alta nos índices de desmatamento
Área do Pantanal desmatada em Mato Grosso do Sul. (Foto: Arquivo/SOS Pantanal)

Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) registrou aumento de 45,5% nos alertas de desmatamento no Pantanal entre agosto de 2025 e janeiro de 2026. A área sob alerta passou de 202 para 294 quilômetros quadrados no período. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (12), após reunião da Comissão Interministerial no Palácio do Planalto, em Brasília.

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O Pantanal registrou aumento de 45,5% nos alertas de desmatamento entre agosto de 2025 e janeiro de 2026, sendo o único bioma brasileiro a apresentar crescimento no período. A área sob alerta passou de 202 para 294 quilômetros quadrados, conforme dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).Em contrapartida, Amazônia Legal e Cerrado mantiveram tendência de queda, com reduções de 35% e 6%, respectivamente. O governo federal atribui a diminuição nacional ao reforço nas ações de fiscalização, com aumento de 59% nas operações do Ibama e 24% nas do ICMBio em relação a 2022.

O Pantanal foi o único bioma que apresentou crescimento no intervalo analisado. No mesmo período, os alertas caíram 35% na Amazônia Legal, que somou 1.324 km², e 6% no Cerrado, com 1.905 km² sob alerta. A tendência de queda nesses dois biomas mantém a trajetória iniciada em 2023.

Os dados são do Deter (Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real), ferramenta usada para orientar fiscalizações do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) e do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade). O sistema identifica indícios de supressão de vegetação por satélite e emite alertas quase diários. O objetivo é permitir resposta rápida dos órgãos ambientais.

Apesar da alta recente, o Pantanal acumula redução de 65,2% na comparação anual entre 2023 e 2024. O governo federal atribui o recuo nacional ao reforço nas ações de campo. Em relação a 2022, as fiscalizações do Ibama cresceram 59% e as do ICMBio, 24%.

As operações na Amazônia aumentaram quase 148% no mesmo período. As apreensões de minérios subiram 170% e as de madeira avançaram 65%. Segundo o Ministério do Meio Ambiente, o aumento das operações pressiona áreas críticas e reduz a expansão do desmatamento em larga escala.

Outro indicador, o Prodes (Programa de Monitoramento do Desmatamento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite), mede a taxa anual consolidada. Entre 2022 e 2025, o sistema apontou queda de 50% na Amazônia e de 32,3% no Cerrado. O governo mantém a meta de zerar o desmatamento no país até 2030.