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Meio Ambiente

Prefeitura leva à Expogrande projeto de clonagem de figueiras históricas

Ação busca preservar identidade urbana de Campo Grande com reprodução de árvores da Avenida Afonso Pena

Por Jhefferson Gamarra | 17/04/2026 18:55
Prefeitura leva à Expogrande projeto de clonagem de figueiras históricas
Mudas clonadas das tradicionais figueiras da Avenida Afonso Pena (Foto: Divulgação)

Quem visita o estande da Prefeitura de Campo Grande na Expogrande 2026 tem a oportunidade de conhecer um projeto voltado à preservação da identidade urbana da Capital com as mudas clonadas das tradicionais figueiras (Ficus microcarpa) da Avenida Afonso Pena.

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A Prefeitura de Campo Grande apresenta na Expogrande 2026 um projeto de clonagem das figueiras centenárias da Avenida Afonso Pena. Produzidas pela técnica de estaquia, as mudas preservam as características genéticas das árvores originais e já foram plantadas na Avenida Mato Grosso. A iniciativa visa manter a identidade urbana da cidade e substituir gradualmente exemplares em processo de envelhecimento.

Produzidas a partir de exemplares centenários da espécie, as mudas representam um esforço técnico e simbólico para garantir a continuidade de um dos cenários mais emblemáticos da cidade. As figueiras, além de comporem a paisagem urbana, são consideradas testemunhas vivas da história local e possuem forte valor afetivo para a população.

Como parte da estratégia de preservação, novas mudas já começaram a ser plantadas na Avenida Mato Grosso, ampliando o legado dessas árvores e preparando a cidade para o futuro sem abrir mão de sua memória.

A iniciativa utiliza a técnica de estaquia, método de reprodução assexuada que permite a clonagem das árvores originais. Com isso, os novos exemplares mantêm as mesmas características genéticas e morfológicas das figueiras históricas. Essa fidelidade contribui para preservar a identidade visual da paisagem urbana e também garante a resistência já comprovada das árvores às condições climáticas e ao ambiente da Capital.

Além do aspecto paisagístico, o projeto integra uma política de gestão responsável da arborização urbana. Como organismos vivos, as árvores passam por um ciclo natural e, ao longo do tempo, entram em processo de senescência, o que torna necessária a substituição gradual para garantir segurança e continuidade.

Ao comentar sobre a iniciativa, o secretário municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável, Ademar Silva Junior, destaca que o projeto alia técnica e preservação histórica.

“A clonagem dessas figueiras é uma estratégia fundamental para mantermos viva a identidade de Campo Grande. Estamos garantindo que as futuras gerações encontrem a cidade com a mesma paisagem que hoje é tão simbólica para todos nós, mas com árvores preparadas para enfrentar os desafios urbanos atuais.”

Ele também ressalta o caráter preventivo da ação: “Estamos trabalhando com planejamento. Essas mudas são produzidas em viveiro e plantadas de forma gradual, o que evita perdas bruscas na paisagem e assegura uma transição responsável, respeitando tanto o meio ambiente quanto a memória afetiva da população.”