Sucuri-amarela é salva após engolir "anzol de galho" e ficar presa em Terenos
Pescadores acreditam que animal tenha se prendido durante a noite ao equipamento deixado para capturar peixes
Uma sucuri-amarela foi resgatada por pescadores após ficar presa a um "anzol de galho" no Rio Aquidauana, em Terenos, a cerca de 30 quilômetros de Campo Grande. A cobra além de ter mordido o anzol, estava com o fio enrolado pelo corpo. O caso aconteceu na terça-feira (11), durante uma pescaria na região do Recanto do Ará.
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O pescador Alex de Jesus Chueriy, 28 anos, contou que encontrou a cobra às margens do rio, enrolada na areia e com uma linha presa à boca. Ao perceber que o animal estava preso, ele e os demais pescadores se aproximaram para tentar ajudá-lo. “Eu passei, vi ela embolada e vi a linha indo para a boca dela. Falei: ‘Cara, ela está presa. Vamos tentar tirar’”, contou Alex.
Segundo o pescador, a sucuri havia engolido o anzol, que estava preso abaixo da garganta. Por receio de provocar uma perfuração ou outro ferimento interno, os homens não tentaram puxar o objeto. A linha também estava enrolada no corpo do animal e o anzol permanecia preso a uma árvore.
No vídeo enviado ao Campo Grande News, é possível ver a cobra às margens do rio, movimentando levemente parte do corpo. Os pescadores se aproximam e tocam no animal. Em seguida, em outro vídeo, aparece a linha enrolada no corpo da sucuri. Com um alicate, eles cortam o equipamento e devolvem a cobra ao rio.
Alex acredita que a sucuri tenha se prendido ao anzol durante a noite, quando saiu parcialmente da água para tentar se livrar da linha. Segundo ele, o equipamento havia sido deixado por outros pescadores como um chamado “anzol de galho”, prática em que uma linha com isca é amarrada a uma árvore ou galho e deixada no local para capturar peixes.
“É uma prática ilegal. Não pode ser feita dessa forma. Somente pescadores profissionais podem usar, e eles precisam colocar a identificação no anzol. Naquele caso, não tinha identificação nenhuma”, afirmou.
O pescador ressaltou que esse tipo de equipamento pode acabar ferindo outros animais que vivem no rio. Ele contou que já encontrou peixes com linhas e anzóis presos ao corpo e acredita que a sucuri consiga eliminar o anzol naturalmente. “Ela vai ficar bem, vai se soltar. Ela tem um suco gástrico bem forte, capaz de corroer aquele anzol. A linha ela defeca depois”, relatou.

