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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

25/10/2013 12:51

“Clima pesado” e xingamentos marcam reunião que discute conduta de Júlio Cesar

Bruno Chaves e Kleber Clajus
Reunião deve durar até o fim do dia (Foto: Marcos Ermínio)Reunião deve durar até o fim do dia (Foto: Marcos Ermínio)

Clima tenso, debates acalorados e xingamentos marcam a reunião do Conselho Estadual da OAB/MS (Ordem dos Advogados do Brasil) que discute a conduta do presidente Júlio Cesar Souza Rodrigues em firmar contrato de trabalho com o prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP). O encontro teve início às 9h30 desta sexta-feira (25), segue a portas fechadas e deve terminar no final da tarde. Poucos conselheiros se dispõem a comentar sobre o assunto.

“O presidente presta esclarecimentos, em minha opinião, de forma satisfatória. Mas ele [Júlio Cesar] enfrenta investida de conselheiros e de ex-presidentes que ainda insistem em questionar a sua conduta ao entabular esse contrato com a prefeitura”, disse o conselheiro José Belga Trad.

Apesar de a reunião discutir o contrato entre o presidente da OAB/MS e a prefeitura, só o Conselho Federal da Ordem poderá deliberar sobre o futuro de Júlio Cesar. Para o advogado Luiz Carlos Saldanha, que também integra o conselho formado por 32 pessoas do Estado, este é o momento do presidente prestar contas e expor os fatos.

“São dois pontos que foram colocados pelo Conselho Federal: que nenhuma atitude pode ser tomada aqui e que o processo está sob sigilo”, explicou. Saldanha ainda lembrou que as deliberações de hoje não podem ser divulgadas para a sociedade, uma vez que há sigilo. “Também não se pode fechar juízo de valor sobre o caso. A Seccional não pode fazer julgamento”.

O advogado Wilson Coelho avalia que o momento é ótimo para a Ordem esclarecer os fatos à classe. “Não há o que questionar os contratos dele, mas sim os atos. É preciso, nessa relação, ter um divórcio entre o homem advogado e o presidente da Ordem. Mas ambos podem agir paralelamente”, opinou.

Coelho ajuizou que o advogado pode trabalhar da maneira que quiser, mas enquanto presidente da Ordem tem que pensar de forma a proteger o cargo que ocupa. “A conduta do cidadão afeta o cargo que pediu para ser eleito. É um dever de transparência”, afirmou.

Demais profissionais do Direito que participam da reunião ressaltam que todos os conselheiros estão dando contribuições no debate. Entre os presentes é unanime a ideia de que nenhuma informação pode ser antecipada. “Podemos sofrer sanções, já que é um processo ético”, afirmam.

O Conselho Federal analisa a conduta de Júlio Cesar em firmar contrato com a prefeitura de Campo Grande. Advogados da oposição pediram a investigação. Ontem (24), o juiz da 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos, David Oliveira Gomes, determinou a Júlio Cesar e Bernal que expliquem o contrato.



Nossa como o Bernal tem um dedo podre pra nomeação do alto escalão alguns que foram nomeados ja tinham problema com a justiça, e os qe não tinham agora estão tendo, pura bucha ficar perto desse homem
 
rodrigo godoy em 25/10/2013 15:49:28
Porque ninguém dá nome aos bois?Porque ele está sendo julgado?Falam coisas mas não informam nada?E como sabem se teve xingamentos se ato é sigiloso?
 
Marcia França em 25/10/2013 14:11:26
Salvo exceções movidas por sentimentos republicanos, vozes estridentes ou cochichadas invectivando o contrato celebrado por Julio Cesar e o Município de Campo Grande partem exatamente de advogados que já prestaram serviços a órgão públicos, sem que a contratação tivesse passada pelo crivo da concorrência publica, cujos nomes não declino para não fulanizar o debate, que deveria estar circunscrito a necessidade de definição e limitação da possibilidade de contratação pelo bâtonnier dos advogados, bem como a supressão da notória especialidade para dispensa de licitação para contratação de banca de advocacia.
 
Celso Pereira da Silva em 25/10/2013 13:48:47
As explicações imprescindíveis foram dadas e eram de conhecimento de todos e resulta no fato de que a contratação do advogado Julio Cesar não propiciou e nem propiciará qualquer privilegio a Bernal na condição de representado por ex-cliente e representante ao atual advogado da ex-cliente. Na verdade a questão deveria ser é a imprescindibilidade ou não dos órgão públicos serem representados exclusivamente por suas procuradorias ou por advogado contratado mediante licitação publica, na medida em que a figura da "notoria especialização" numa categoria cuja formação profissional permite procurar em qualquer área do direito é ruptil e sujeita a manipulação, notadamente havendo de pluralidade de de advogado com experiencia na matéria. Essa que deve a questão meritória a ser discutida
 
Celso Pereira da Silva em 25/10/2013 13:33:27
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