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Campo Grande, Terça-feira, 23 de Outubro de 2018

07/10/2018 16:25

Apesar de veto a registro na urna, celular teve "trânsito livre"

Mesmo proibido, telefone foi levado por votantes; veto ao equipamento envolve o sigilo do voto

Humberto Marques e Izabela Sanchez
Apesar de veto a registro na urna, celular teve trânsito livre
Escola Joaquim Murtinho, em Campo Grande, onde eleitores relataram conseguir entrar em seções com telefone celular. (Foto: Izabela Sanchez)Escola Joaquim Murtinho, em Campo Grande, onde eleitores relataram conseguir entrar em seções com telefone celular. (Foto: Izabela Sanchez)

Embora proibido pela Justiça Eleitoral, o acesso às urnas eletrônicas por pessoas que portavam telefones celulares foi comum em Mato Grosso do Sul. Em entrevista ao Campo Grande News com votantes na Escola Estadual Joaquim Murtinho, no Centro, eleitores admitiram terem entrado nas cabines de votação com os aparelhos, porém, não os usaram. Além disso, alguns relataram não receberem orientações para deixar os equipamentos com os mesários, prática que seria comum.

A entrada nas cabines de votação com aparelhos eletrônicos que possam efetuar filmagens ou fotografias das urnas eletrônicas é proibida pela Justiça Eleitoral, por representar violabilidade do sigilo do voto. Alguns eleitores usam os smartphones para tirar selfies ou fazer vídeos dos equipamentos –uma pessoa foi presa em Dourados pela prática.

“Levei o celular na bolsa, mas não mexi. Estava na bolsa na hora que fui votar”, afirmou a dona de casa Vanda Abrão, 56. “Mas fui bastante orientada para não entrar”. O aposentado Luiz Abdala, 50, também confirmou o “esquecimento”. “Levei, mas ficou dentro do bolso”, disse, relatando não ter sido orientado por mesários para não entrar com os aparelhos. “Mas vi na televisão que não podia”.

Outros eleitores foram mais cautelosos, caso do empresário Alison Flávio Gomes, 26. “Deixei o celular com a namorada mas, na hora, pediram para eu não usar”, revelou. Um comerciante de 50 anos, que pediu para não se identificar, disse que entrou com o celular na seção, mas deixou o aparelho com a mesária por ter sido avisada.

Presidente das seções 61 e 53, Eugênio Medeiros disse que não foi orientado para falar diretamente sobre a presença de telefones celulares nas cabines. “Mas de certa maneira estamos orientando, principalmente na hora que a pessoa foi apresentar um comprovante, como o e-Título (versão virtual do título de eleitor, acessível por smartphones). Se a pessoa não apresenta orientamos guardar, mas é possível passar despercebido”.

Da mesma forma, a presidente das seções 3 e 26, Alessandra Genaro, disse que os eleitores até podem entrar na seção com o aparelho, “mas que deixem em cima da mesa na hora de votar”.

Apesar de veto a registro na urna, celular teve trânsito livre


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