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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

18/03/2016 08:29

Assessor de Delcídio que gravou conversa com ministro é exonerado

Justificativa para demissão foi "quebra de confiança", por conta da gravação

Mayara Bueno
Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Senado. (Foto: Agência Brasil)Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Senado. (Foto: Agência Brasil)
Senador Delcídio do Amaral (sem partido). (Foto: Arquivo)Senador Delcídio do Amaral (sem partido). (Foto: Arquivo)

O assessor do senador Delcídio do Amaral (sem partido) foi exonerado do cargo que ocupava pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), segundo publicou a Revista Veja, nesta sexta-feira (18). José Eduardo Marzagão gravou conversa com o ministro da Educação Aloisio Mercadante, que ofereceu benefícios ao senador para evitar a delação premiada.

Ainda conforme a publicação, apesar de o assessor ocupar cargo de confiança do gabinete do senador Delcídio, o regimento interno da casa de leis permite ao presidente exonerar qualquer servidor comissionado, uma vez que os cargos são vinculados ao Senado.

A assessoria do senador foi acionada pela reportagem do Campo Grande News, e confirmou a demissão de Marzagão. A justificativa de Renan para a demissão foi por “quebra de confiança”, em virtude da gravação entre o assessor e o ministro.

A reportagem afirma, ainda, que Delcídio tentou falar com a direção no Senado, no sentido de tentar reverter a demissão, mas não foi atendido. Fontes do Senado afirmam que a demissão ocorreu a pedido do próprio ministro da Educação e do Palácio do Planalto. 

Nas conversas, divulgadas primeiramente pela Revista Veja, Mercadante ofereceu dinheiro e ajuda para que Delcídio deixasse a prisão e escapasse do processo de cassação do mandato, que corre contra ele no Senado.

Em contrapartida, o pedido foi para que o senador “não desestabilize tudo” com sua delação. Já com Delcídio preso, o ministro e o assessor se encontraram por duas vezes. Em depoimento formal, Marzagão disse que o ministro agiria a mando de Dilma, que nega qualquer envolvimento nas tratativas.



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