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Campo Grande, Sábado, 16 de Dezembro de 2017

27/04/2011 16:38

Código Florestal põe em risco a pecuária pantaneira

Débora Diniz, de Brasília
Azambuja mostra o estudo da Embrapa, em seu gabinete na Câmara (Foto: Débora Diniz)Azambuja mostra o estudo da Embrapa, em seu gabinete na Câmara (Foto: Débora Diniz)

O novo Código Florestal Brasileiro, previsto para ser votado na próxima semana pela Câmara dos Deputados, pode colocar na ilegalidade todos os integrantes de uma figura típica do Mato Grosso do Sul: o pantaneiro.

O texto original do PL 1876/99 prevê que a utilização das áreas sujeitas à inundação sazonal ficam condicionadas à manutenção da paisagem. Para integrantes da bancada do estado, toda a atividade pecuária local pode estar comprometida.

“Da maneira como o PL está redigido, a utilização do Pantanal como bercário da pecuária deixa de existir”, adverte o deputado Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS). Isso porque toda a região, equivalente a um terço do território do estado, está sujeita a alagamento. “Uma cerca que seja colocada por um pantaneiro já representa mudança na paisagem”, ressalta o deputado Reinaldo Azambuja (PSDB-MS)

Baseado em estudo da Embrapa Pantanal, parlamentares de Mato Grosso do Sul entregaram ao deputado Aldo Rebelo (PcdoB-SP), relator do Código, uma proposta de alteração do texto dos artigos 10 e 11 do capítulo 3 do relatório. A nova redação permitiria a exploração de áreas sujeitas a inundação sazonal “em sistema de exploração sustentável, devendo considerar as recomendações técnicas dos órgãos oficiais de pesquisa”.

A preocupação é que até agora não houve qualquer sinalização por parte do relator a respeito da proposta de mudança na redação. A promessa é que o texto final seja conhecido na segunda-feira, véspera da votação. “Mas temos esperanças de recebe-lo amanhã”, disse Azambuja.

Se a mudança não for acatada, os parlamentares prometem apresentar uma emenda ao relatório.

Mandetta observa que o bioma pantanal foi pouco explorado pelos técnicos que ajudaram a elaborar o PL. Ao contrário de outras áreas, como a Mata Atlântica e a Floresta Amazônica, há pouquíssima referência ao Pantanal no texto. E as que existem não levam em consideração as peculiaridades da região.



É tão velho quanto o mundo o fenômeno do "mau olhado". Em latim é "Invideo", que deu origem a "invidia" no espanhol e "inveja" em portugues. Essas dificuldades que se criam para quem trabalha, como o homem do campo, pantaneiro ou não, é resultado do "mau olhado", indideo, invidia, inveja, pura e simplesmente. Ou também criação de dificuldades para vender facilidades, coisa na qual o onguismo internacional e esquerdista são especialistas. Tirar o couro de quem produz alimento parece ser um meio facil de ganhar a vida. Daí essas novidades que sempre surgem da parte dos tradicionais "empata-moitas" e "seca-pimenteiras". Mas a caravana passa e o mau olhado vai fazendo o que ele sabe: secar pimenteiras.
 
Valfrido M. Chaves em 27/04/2011 05:20:59
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