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Campo Grande, Sexta-feira, 18 de Agosto de 2017

06/10/2014 16:51

Com eleitor mais exigente, proposta pesa mais do que apoio, prevê cientista

Ludyney Moura
Para cientista político, apoio de Puccinelli terá importância menor nesta eleição que em anos anteriores (Foto: Marcelo Calazans)Para cientista político, apoio de Puccinelli terá importância menor nesta eleição que em anos anteriores (Foto: Marcelo Calazans)

Tão logo teve a apuração do 1º turno das eleições para eleger o novo governador de Mato Grosso do Sul, os dois candidatos que permanecem na disputa definiram seu alvo, a saber, o apoio do PMDB.

Os candidatos Delcídio do Amaral (PT) e Reinaldo Azambuja (PSDB), que começaram o ano aliados e vão terminar 2014 como rivais, já cortejam o maior partido do Estado. Além de Nelsinho Trad, peemedebista que ficou em terceiro lugar na disputa com pouco mais de 217 mil votos, o atual governador André Puccinelli, principal liderança do PMDB, será cortejado pelos adversários.

O PMDB tem hoje, segundo o diretório estadual, 23 prefeitos, o que representa quase 30% dos municípios do Estado, além de 16 vice-prefeitos, quase 150 vereadores, seis deputados estaduais, três federais, um senador e o próprio governador.

Todavia, para o cientista político Eron Brum, mais importante que o apoio político que os candidatos podem receber, será o programa de governo que cada um deles vai apresentar, um instrumento que pode ser decisivo na escolha do eleitor.

“O que vai sensibilizar é o projeto de governo, não promessas, mas programas sobre como vão fazer, de que forma, de onde vão tirar os recursos. Isso vai provocar a migração de votos”, destaca o cientista.

Para Eron Brum, os candidatos que no 1º turno de forma uníssona prometeram, por exemplo, mais escolas de tempo integral, neste novo momento precisarão explicar ao sul-mato-grossense de onde vão tirar os recursos para construção de novas escolas, contratação de mais professores e onde serão construídas.

“O eleitor está mais exigente. Não dá para comparar eleitor de antes com o de agora. Os desmandos e escândalos na política do país o tornaram mais exigente”, declarou Brum.

Por fim, o cientista político acredita que a transferência de votos de candidato para candidato é complexa no país, uma vez que, para ele, o eleitor brasileiro vota na pessoa e não partido, com poucas exceções.

“A militância ainda é pequena, os partidos tem muito associados, mas a militância é pequena. Com o fim de comícios e shows, o candidato se distanciou ainda mais do eleitor. Por essa e uma série de outras razões a transferência de votos é complexa”, finalizou.




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