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28/05/2014 19:30

Com política em baixa, candidatos terão de recuperar credibilidade em MS

Zana Zaidan, Kleber Clajus e Josemil Arruda
Para Junior Mochi, candidato deve cumprir promessas de campanha (Foto: Arquivo)Para Junior Mochi, candidato deve cumprir promessas de campanha (Foto: Arquivo)

Em descrédito com a população, a classe política terá como desafio na corrida eleitoral de 2014 recuperar a confiança dos eleitores para conseguir um bom resultado nas urnas. Para os parlamentares de Mato Grosso do Sul, os protestos, greves de trabalhadores e manifestações por meio das redes sociais são indicativos do descontamento da sociedade com a forma como as políticas públicas tem sido conduzidas e, para garantir a reeleição, a voz das ruas não poderá ser ignorada.

"Será preciso ter cautela e, principalmente, posições e propostas verdadeiras. A população está cansada de promessas e 'salvadores da pátria' que aparacem prometendo mundos e fundos, mas não mantêm um projeto de governo coerente", aponta o deputado Junior Mochi (PMDB). "Vamos ter que trabalhar para relembrar a sociedade de que não existem políticas públicas sem a figura do político, que é quem pode melhorar a educação, a saúde, e outros os anseios", acrescenta.

O ex-governador e vereador Zeca do PT, que é pré-candidato a deputado federal, considera que, apesar do crescimento do descrédito com os políticos, a campanha eleitoral naturalmente acaba motivando as pessoas. “Pesquisas tem apontado que as pessoas tem a expectativa de um novo ciclo a partir das eleições de 2014. Acho que as pessoas vão votar muito pela qualidade do candidato que confia, propostas que cada um encarnar de inovação e avanços na construção de uma sociedade mais justa e humana. Cada vez mais o povo ganha consciência de que é preciso saber escolher mais no sentido do melhor”, opinou.

Para ele, não resolve a pura e simples venda do voto. “Penso que as eleições desse ano vão ser um voto muito mais consciente do que nos outros anos com tudo que aconteceu no cenário nacional e estadual tem expectativa de um projeto novo e da continuação dos avanços gestado no Brasil”, apontou o petista.

 

Lidio prevê renovação para 2015 (Foto: Arquivo)Lidio prevê renovação para 2015 (Foto: Arquivo)

Para o deputado Lidio Lopes (PEN), a popularidade em baixa dos políticos é sinal de que haverá mudanças no quadro dos representantes em 2015. "Acredito que vai gerar muita renovação. Vamos ver muitas caras novas por aí, e aquele que quiser se manter vai ter que fazer uma campanha coesa. Ao mesmo tempo, não dá para esquecer que os governantes são um reflexo do eleitor, que escolhe livremente quem poderá representá-lo pelos próximos quatro anos", opina.

Marquinhos Trad (PMDB), no segundo mandato e em busca do terceiro, defende que o político cai em descrédito quando apresenta projetos incoerentes, e que atende interesses próprios em detrimento das reais necessidades da população. "E para recuperar esta credibilidade, precisamos de pessoas sérias no comando, e para isso, é preciso pensar bem em quem votar", afirma.

Deputado pelo PMDB, Carlos Marun fisa que o candidato precisará focar no povo. "Não dá para esquecer a parte mais importante processo, o povo. Encher a boca para falar que servem a ele, mas se esquecem de atendê-lo, de respeitar", finaliza.

Perpetuação no poder - O vereador Ademar Vieira, o Coringa (PSD), diz ser testemunha da dificuldade de se fazer as pessoas voltarem a acreditar na política. “A política está ruim, até de fazer. Acho que os partidos tem que colocar novos candidatos, novas propostas. Na verdade, a população está cansada desses candidatos que estão há anos no poder, que se perpetuam. Tem que ter novas lideranças, novos quadros. Se surgir uma novidade o povo vai na novidade que está surgindo”, opinou Coringa.

Acredita que nessas eleições a população vai procurar conhecer mais os candidatos a vice e suplentes de senador, para saber quem são essas pessoas e que segmento representam. “Antigamente a população não prestava atenção e votava no vice de qualquer jeito. O papel do vice vai ser muito importante e dos deputados federais”, apontou o vereador, que prevê surpresas nas eleições proporcionais, inclusive para a Assembleia Legislativa. “Vai ter muita gente grande que vai ficar fora”, prevê.

 

Fábio Trad prevê aumento de votos brancos e nulos nestas eleições (Foto: arquivo)Fábio Trad prevê aumento de votos brancos e nulos nestas eleições (Foto: arquivo)

Para ele, será eleito o político que tiver propostas inovadoras, souber usar as redes sociais e ter o “tete a tete” com o eleitor, indo aos bairros e conversar com as comunidades. “Sem esse negócio de candidato Copa do Mundo, que só aparece de quatro em quatro anos. Ir nas comunidades pelo menos uma vez na semana no posto de saúde, creche. Esse político vai sobreviver nas eleições”, prognosticou.

Votos nulos - Já o deputado federal Fábio Trad (PMDB), que tentará a reeleição neste ano, vê como consequência do descrédito na política o aumento de votos brancos e nulos e brancos e que vai repercutir na próxima legislatura como argumento muito forte para se aprovar o voto facultativo. “Não creio que o voto facultativo por si só eleve a qualidade da representação política do País porque também poderá ser corrompido aquele que recebe dinheiro para ir votar. É o que já acontece hoje em relação àquele que é obrigado a votar e recebe para votar em alguém”, afirmou.

Para Fábio, é preciso diferenciar política como atividade social, dos políticos que representam a população em nome de partidos. “A Política é inerente à condição humana , já os políticos são fruto da escolha popular. Ao longo do mandato de deputado federal, lutando por uma reforma política que iniba o poder econômico em detrimento dos autenticamente vocacionados para o exercício da função pública, procurei como venho procurando mostrar às pessoas que os políticos eleitos representam a média do pensamento coletivo”, declarou o parlamentar.

A legítima pretensão de se elevar a qualidade da representação política do País, na opinião dele, só será de fato bem sucedida se a média da vontade popular eleger os candidatos que tenham vocação para o exercício da vida pública, espírito público e ideias programáticas consistentes. E concluiu: “Enquanto prevalecer a imagem positiva do político 'bonzinho' que presta favores individuais à base do clientelismo, evidentemente que o Brasil continuará reclamando dos políticos, mesmo sabendo que isso também é uma forma de se fazer política”.

 

 

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