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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

17/05/2013 16:45

Deputado lança cartilha e diz que denúncias contra abuso infantil aumentaram

Jéssica Benitez

Segundo dados da Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública) episódios de abuso sexual contra crianças e adolescentes cresceram cerca de 10% em todo o Estado. Em 2011 foram registrados 982 casos contra 1.081 no ano passado. Na avaliação do deputado estadual Rinaldo Modesto (PSDB) o número de abusos não cresceu, mas sim a iniciativa de denunciar.

“O número de casos de pedofilia não aumentou, o que aumentou foi o número de denúncias. As pessoas estão mais conscientes e sabem que o silêncio não ajuda em nada uma criança e um adolescente que sofrem abuso sexual”, destacou o tucano ao se manifestar pelo dia 18 de maio, Dia Nacional de Luta Contra o Abuso Sexual de Crianças e Adolescentes.

O parlamentar tem duas leis que servem para prevenir os crimes. A Lei Nº 3707/09 que institui a Semana de Combate a Pedofilia no Mato Grosso do Sul, toda segunda semana de maio e a Lei Nº 3.648/09 que dispõe sobre a obrigatoriedade dos estabelecimentos de hospedagens e congêneres criarem e manterem ficha de identificação de menores que se hospedarem em todo MS, e dá outras providências.

Hoje à noite, Rinaldo ministra uma palestra na Câmara dos Vereadores de Nova Alvorada do Sul com o objetivo de elucidar algumas confusões e frisar a atenção na mudança de comportamento da criança e do adolescente.
“Primeiro temos que deixar claro o crime de abuso sexual vai desde o atentado ao pudor até a infelicidade do estupro. Deste podemos dizer que se houverem crimes hediondos este é o pai deles. Depois enfatizamos a prevenção, que é fundamentalmente ter conhecimento dos passos dos nossos filhos e já educá-los de maneira didática e adequada sobre atos libidinosos”, explicou.

Rinaldo lança também esta semana a cartilha “Todos Contra a Pedofilia”. A Delegada do DPCA, Regina Marcia Rodrigues acredita que está na família a maior incidência de casos. “A violência contra criança e adolescente sempre existiu e acreditamos que estamos em fase de diminuição e isso se deve a conscientização da população quanto ao seu dever em denunciar e a rapidez na resposta dada pela Polícia Civil”, afirmou.

Para a delegada, o abusador nem sempre tem um perfil definido, é pessoa aparentemente normal, inserido na sociedade, pode se destacar em uma profissão, pode ter uma família, pode ser uma pessoa repressora, moralista, enfim, pode estar ao nosso lado. “Porém trata-se de um perverso e faz parte de sua perversão enganar a todos sobre a sua parte doente”, resumiu.

De acordo com dados levantados pela delegada, no geral em Campo Grande, este ano foram registrados cerca de 580 boletins de ocorrência envolvendo menores de 18 anos. Crimes sexuais (estupro, estupro de vulnerável, importunação ofensiva ao pudor), são cerca de 300 boletins de ocorrências registrados por ano.



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