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Campo Grande, Sexta-feira, 18 de Agosto de 2017

17/03/2015 14:41

Deputados dizem que protesto mostrou insatisfação e pedidos de mudança

Leonardo Rocha
Felipe Orro afirmou que a população exige mudanças do governo federal, assim como reforma política (Foto: Roberto Higa/ALMS)Felipe Orro afirmou que a população exige mudanças do governo federal, assim como reforma política (Foto: Roberto Higa/ALMS)
Lídio Lopes lembra que esquemas de corrupção foram uma vergonha e que exige ações imediatas (Foto: Roberto Higa/ALMS)Lídio Lopes lembra que esquemas de corrupção foram uma vergonha e que exige ações imediatas (Foto: Roberto Higa/ALMS)

Os deputados estaduais elogiaram o protesto realizado neste domingo (17), em Mato Grosso do Sul, que tiveram apenas em Campo Grande, a participação de 32 mil pessoas. Em um primeiro momento destacaram a manifestação pacífica, sem qualquer incidente violento. Depois, citaram o descontentamento da população com o governo federal, assim como o pedido de mudanças nas ações econômicas e políticas.

“A manifestação foi pacífica, com foco nas ações do governo federal, como no combate a corrupção, assim como resolver os problemas da economia e da Petrobras, que precisa de mudanças, já que perdeu seu prestígio”, afirmou o deputado Felipe Orro (PDT).

Ele ainda sugeriu que fossem mudadas as regras eleitorais, com a implantação do financiamento público de campanha. “O modelo atual mostrou que não funciona, estimula a corrupção, é preciso mudar esta situação”, disse o parlamentar.

O deputado Lídio Lopes (PEN) ressaltou que esta manifestação foi um “momento histórico” para o país, tendo Mato Grosso do Sul como destaque por protesto “pacífico” e grande adesão da população. “O Governo precisa tomar suas providências urgentes, esta imoralidade na Petrobras não pode ser aceita, uma vergonha todo este esquema, que roubou recursos públicos”, apontou.

Já Beto Pereira (PDT) foi mais enfático em dizer a presidente Dilma Rousseff (PT) precisa se posicionar sobre estas manifestações, e não apenas “fingir” que todas estas ações populares não ocorreram. “Será que ela mora em Plutão, para não perceber o que acontece? Estas manifestações me lembraram o movimento para tirar o ex-presidente Fernando Collor, os brasileiros estão se sentindo enganados”.

Rinaldo Modesto (PSDB) avaliou que as pessoas não aturam mais “promessas infundadas”, que depois não são cumpridas. “Não existe mais espaço para contradição, se falou algo e depois nós vimos aumento de inflação, energia, gasolina e outros impostos, não foi um ato de motivação política e sim pela mudança econômica e política do país”, frisou ele.

Defesa – Os deputados do PT disseram que a manifestação, deste domingo (15), foi legítima e democrática, sendo formada por aqueles que não votaram na presidente Dilma (Rousseff), assim como os que ficaram decepcionados com seu pacote para controlar a economia.

“Democracia é justamente isto, a manifestação deve ocorrer, até porque ninguém concorda com corrupção, mas nós apenas pedimos para que não haja ação de golpismo, com a intenção de tirar a presidente, eleita de forma legítima”, disse João Grandão (PT).

Já Amarildo Cruz (PT) ressaltou que o protesto, diferente do dia 13 de março, teve amplo apoio da grande mídia de São Paulo, mas que esperava um resultado maior. “Posso dizer que a periferia não foi ampla nesta manifestação, mas sou democrata e sou favorável ao ato da população ir para as ruas”.

Para Pedro Kemp (PT) a manifestação foi pacífica e um ato democrático, resultado daqueles que votaram na oposição ou ficaram insatisfeitos com a presidente, mas que é contra os pedidos de impeachment e intervenção militar. “Estes pedidos extrapolam qualquer ação de bom senso”.




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