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21/09/2017 13:19

Deputados lamentam poucas mudanças em reforma política no Congresso

Entre os temas que já foram rejeitados está o distritão e financiamento público

Leonardo Rocha
Deputados Herculano Borges, Maurício Picarelli e Paulo Siufi (Foto: Victor Chileno/ALMS)Deputados Herculano Borges, Maurício Picarelli e Paulo Siufi (Foto: Victor Chileno/ALMS)

Os deputados estaduais estão lamentando as poucas mudanças na reforma política, que está sendo votada no Congresso Nacional. Eles alegam que as regras devem continuar as mesmas, tendo eventuais alterações, ficando novamente para o Poder Judiciário decidir quais serão as regras para eleição do ano que vem.

"Era o momento de fazer as alterações necessárias, como o distritão ou até o distrital, mas como não houve acordo entre eles, continua o mesmo sistema arcaico e ultrapassado, que a população já se cansou, seria interessante mudar o modelo, até para termos campanhas diferentes", disse Paulo Siufi (PMDB).

O peemedebista lembra que as eventuais mudanças, como fim dos showmícios, reuniões com apenas suco e bolacha, assim como as restrições sobre camisetas, bonés e outras brindes, vieram da justiça eleitoral. "Todas as mudanças serviram para adequar os eleitores e candidatos, mas os deputados tinham a possibilidade de alterar todo o modelo".

Eduardo Rocha (PMDB) acredita que "não vai passar nada" em Brasília e que toda reforma política que poderia ser feita, não sairá do papel. "Eles (deputados) não tiveram coragem, não se entenderam para gerar acordo e modelo deve ser o mesmo, porque muita gente ficou com medo de ser prejudicada, deixaram de lado o distrital ou distritão".

Para Amarildo Cruz (PT) acada grupo defendeu seu lado e as mudanças amplas não serão instaladas. "Existem questões que até foi bom não passarem, como este distritão que iria prejudicar a representação de muitos setores. Acredito que faltou preparo, pois o nível técnico do Congresso não é um dos melhores".

Maurício Picarelli (PSDB) definiu a reforma como um "balaio de gato", com os deputados preocupados mais com seus interesses próprios, sem pensar em uma mudança mais ampla. "Era favorável por exemplo ao distritão, com os mais votados sendo eleitos, porém este modelo também foi rejeitado".

A reforma política ainda está sendo analisada no Congresso, porém temas mais complexos, como distritão e financiamento público de campanha, já foram rejeitados. O possível fim das coligações proporcionais pode ser aprovada, porém valendo apenas a partir de 2020.

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