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Política

Duplicação de anel viário não resolve problema, avalia sindicato

Duplicação da rodovia, incluindo o anel viário, é promessa prevista no projeto de relicitação da rodovia

Por Fernanda Palheta e Caroline Maldonado | 29/05/2024 13:31
Vereadores e representantes da sociedade durante audiência pública sobre anel viário de Campo Grande(Foto: Caroline Maldonado)
Vereadores e representantes da sociedade durante audiência pública sobre anel viário de Campo Grande(Foto: Caroline Maldonado)

Apenas a duplicação do anel viário de Campo Grande, da rodovia BR-163 que liga as saídas para Cuiabá e São Paulo, não irá resolver a demanda do grande fluxo de veículos que passam pelo trecho. Durante a audiência pública realizada pela Câmara Municipal de Campo Grande nesta quarta-feira (29), representantes da sociedade e vereadores apontam a construção de um novo macro anel como solução.

O presidente da Setlog (Sindicato das Empresas de Transporte e Logística), Cláudio Cavol, ressaltou a dificuldade de passar pelo trecho. “Não está mais atendendo a grande demanda de caminhões, de carros pequenos e, principalmente, de motos. Isso tem ocasionado um número muito grande de acidentes”, disse.

Segundo ele, um novo rodoanel duplicado e mais afastado da cidade desafogaria o trânsito da Capital. “Esse rodoanel, mesmo que duplicado não vai atender a grande demanda, o grande fluxo, principalmente com a rota de integração, quando acontecer”, completou citando a Rota Bioceânica.

Para o presidente da Comissão Permanente de Mobilidade Urbana da Câmara, o vereador André Luís, "Professor André" (PRD), o anel viário deve ser transformado em uma avenida perimetral. De acordo com o parlamentar o que muda nesse tipo de avenida são os veículos. "O tipo de veículo é diferente e você pode segmentar, você pode colocar uma série de sinais de trânsito como acontece com uma rua, a cada 100 metros, 200 metros, na rodovia você não consegue fazer isso", detalha.

Ele explica que uma avenida iria melhorar o acesso aos bairros. “Virando uma avenida, você pode fragmentar e você pode ter várias vias de passagem de um lado para o outro”, afirma.
Segundo ele, a rodovia consolidaria o problema. “A rodovia é de alto tráfico, é uma avenida de bitrem, então o perfil do carro que vai andar na rodovia é diferente de uma avenida”, finaliza.

Integrante da Rede Feminista de Saúde e do Comitê de Implantação da Rota Bioceânica do Parque do Lageado, Estela Escandola, apontou a necessidade de estudo de impacto social e ambiental tanto para o anel viário como para a Rota Bioceânica. “A gente já sabe que aumenta a exploração sexual de crianças e adolescentes, nós já sabemos que aumenta o índice de HIV e AIDS, nós já sabemos que aumenta o acidente de trabalho, nós já sabemos que aumenta o acidente de trânsito. Isso tudo é impacto nas políticas públicas”, ressaltou.

O secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, Marcelo Miglioli, já havia adiantado ao Campo Grande News que este é o projeto "dos sonhos" do Executivo.
“Hoje existe um contrato de concessão e que se ele mantiver da forma que está sendo previsto é a duplicação no traçado existente. Mas o contrato prevê a possibilidade de mudança do traçado, que é o que a gente defende”, afirmou.

A mudança atenderia à projeção de aumento ainda mais expressivo de cargas transitando após a conclusão da Rota Bioceânica. Envolveria a concessionária CCR MSVia, que administra rodovia, mas pede há cinco anos a relicitação do contrato, e também o Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte)

A duplicação da rodovia, incluindo o anel viário, é promessa prevista no projeto de relicitação da rodovia. Atualmente ele está travado. O último sinal foi dado no início deste ano pelo ministro dos Transportes, Renan Filho, quando informou estarem programados nove leilões de estradas federais até dezembro, com a otimização do contrato da BR-163 entre os 15 que deverão ser contemplados até 2026.

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