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Campo Grande, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

06/07/2014 16:10

Evangélicos emplacam candidatos a vice nas principais chapas

Ludyney Moura
Em 2013 milhares de evangélicos se reuniram na Praça do Rádio Clube para ouvir o Pr. Silas Malafaia. (Foto: Marcos Ermínio) Em 2013 milhares de evangélicos se reuniram na Praça do Rádio Clube para ouvir o Pr. Silas Malafaia. (Foto: Marcos Ermínio)

Representando 30% da população de Campo Grande, e quase 27% de todo o Estado, os evangélicos terão um papel importante nas próximas eleições. Os números são do último censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas). Porém, de acordo com o presidente regional da Aliança Evangélica Brasileira (AEVB), Edmilson Oliveira, apóstolo na Igreja Evangélica de Campo Grande, esse percentual já é de 42% dos sul-mato-grossenses, e até 2020 será de 50%.

A indicação do nome da pastora Janete Morais (PSB) como vice-governadora na chapa de Nelsinho Trad (PMDB), fez com que os três principais postulantes ao cargo do governador André Puccinelli (PMDB) tivessem candidatos a vice-governador evangélicos. O prefeito da Capital, Gilmar Olarte (PP),é pastor da Igreja Evangélica Pentecostal Assembleia de Deus Nova Aliança.

Janete hoje é pastora da igreja que leva o nome de sua instituição de caridade e programa de rádio, 'Veredas da Fé'. “Nossa comunidade caminha para um denominação. Minha primeira igrejinha é lá na favela Cidade de Deus. Mas, onde as pessoas pedem eu vou pregar”, revela a pessebista.

Já o candidato a vice na chapa de Delcídio do Amaral (PT), deputado estadual Londres Machado (PR), é membro da Primeira Igreja Batista de Campo Grande, mesma comunidade de seu colega de Assembleia, Maurício Picarelli (PMDB). A candidata a vice-governadora tucana, professora Rose Modesto, é evangélica e ligada à Igreja do Nosso Senhor Jesus Cristo.

Para o presidente da seccional Mato Grosso do Sul da AEVB, a realidade é fruto do crescimento dos evangélicos no Estado. “Hoje 42% da população de Mato Grosso do Sul é evangélica. Até então não tínhamos conseguido nos organizar para pleitear espaços na política. Temos trabalhado para abrir esse espaço, e é justo que tenhamos participação inclusive na elaboração das propostas de governo e na vida pública do país”, define o religioso.

O presidente da AEVB/MS cita ainda número audaciosos que podem fazer do segmento um fator determinante nas eleições, mesmo com a histórica falta de unidade e do grande número de denominações. “O crescimento evangélico é grande, e as perspectivas apontam que até 2020 nós seremos mais de 50% da população. A igreja nas últimas décadas sempre esteve alheia a esse processo político, mas podemos dizer que ela está despertando. Ainda não temos uma unidade plena, mas a realidade é bem diferente de 10 anos atrás, por exemplo. Mas, estamos nos alinhando”, revela.

Oliveira finaliza dizendo que a grande aposta da entidade é a eleição de um deputado federal, o que daria mais representatividade na Câmara Federal. “Nós temos de 600 a 700 mil eleitores em todo o Estado. Se tivéssemos unidade elegeríamos facilmente um senador. Gradativamente vamos despertando essa consciência e avançando”, finaliza.

De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas), o número de evangélicos em Mato Grosso do Sul saltou, entre 2000 e 2010, de 18,2% da população para 26,4%. Em termos numéricos os dados representam um crescimento de aproximadamente 378 mil pessoas, para 650 mil sul-mato-grossenses.

Esse percentual é maior na Capital, onde mais de 30% da população se declarou membro de uma igreja evangélica. O próprio prefeito Gilmar Olarte prometeu recentemente que este ano Campo Grande terá a maior "Marcha pra Jesus" de sua história. O evento é realizado anualmente no aniversário da cidade, e reúne milhares de evangélicos de diversas denominações.

O censo demográfico do IBGE é feito a cada dez anos. O próximo levantamento do perfil do brasileiro será divulgado em 2020.

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...e pedimos a Deus que ilumine nossos próximos governantes e seus vices que mostrem que realmente são cristãos e não usem de trairagem....
 
alci olidio da silv em 07/07/2014 08:10:38
Duas considerações: 1º) A atuação das chamadas "bancadas evangélicas", quer seja no Congresso Nacional, quer seja nas assembleias estaduais dos estados e distrito federal, quer seja no legislativo municipal "Brasil a fora", esta aquém, muito aquém do que se espera de um candidato que levanta a bandeira do evangelho, e com ela conquista seu "emprego" no legislativo. 2ª) É realmente relevante que nós, cidadãos evangélicos consigamos ocupar o maior espaço possível também no plano político administrativo, contudo, aqueles que conseguem ocupar esses espaços, em sua quase totalidade, uma vez eleitos, "pregam" e vivem justamente o oposto do que preceitua a fé que dizem congregar, e que os conduz a vida política. Portanto ...
 
Luis Fernando Ferreira da Silva em 06/07/2014 18:24:32
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