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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

22/10/2015 15:53

Jamal vai depor sobre denúncia de que Bernal também comprou vereador

Paulo Yafusso
Vereador Jamal Salem ao deixar o Gaeco no último dia 25 de agosto, após prestar depoimento. Ele retorna na segunda-feira, para ser ouvido novamente (Foto: Marcos Ermínio)Vereador Jamal Salem ao deixar o Gaeco no último dia 25 de agosto, após prestar depoimento. Ele retorna na segunda-feira, para ser ouvido novamente (Foto: Marcos Ermínio)

O vereador Jamal Salem (PR) foi notificado a prestar novo depoimento ao Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) na próxima segunda-feira (26). Ele será inquirido sobre as declarações que levaram o vereador Edil Albuquerque (PMDB) a entrar com representação junto ao órgão do MPE (Ministério Público Estadual), para que sejam apreendidos e periciados também os celulares dos outros vereadores que não estão sendo investigados na Operação Coffee Break. O depoimento está marcado para às 9h30.

Segundo o advogado Rene Siufi, contratado pelo vereador do PMDB a ingressar com a representação, na última terça-feira, na Câmara Municipal, Jamal Salem declarou ter ouvido que o prefeito Alcides Bernal teria oferecido dinheiro para que os vereadores votassem contra a sua cassação. Siufi disse que afirmação é grave é tem que ser apurado, por isso foi pedido a apreensão dos celulares dos vereadores que ainda não tiveram o aparelho apreendido e que participaram da sessão que resultou na cassação de Bernal, no dia 12 de março do ano passado.

Entre os que participaram da sessão e não estão mais na Câmara, estão Zeca do PT e Elizeu Dionísio (PSDB) que foram eleitos deputados federais, Graziela Machado (PR), que agora cumpre mandato de deputada estadual, Juliana Zorzo e Rose Modesto (PSDB), atual vice-governadora. Além do prefeito Alcides Bernal.

Ao falar sobre o caso, Jamal Salem afirmou que no Gaeco não vai esconder nada, vai falar a verdade. “A minha versão continua a mesma, eu ouvi comentários de pessoas que estavam presentes na sessão (em que Bernal foi casssado) que Bernal ofereceu vantagens para votar contra a cassação”. Questionado se essas pessoas seriam vereadores, ele negou. Disse que eram pessoas que estavam acompanhando a sessão.

Sobre a afirmação do advogado Rene Siufi que ouviu que no celular de Bernal poderá ser encontrado muita coisa com a perícia, Jamal Salem concorda. E vai mais adiante. “Com certeza deve ter muita coisa e também nos celulares de alguns vereadores que votaram contra a cassação”, afirmou ele, para acrescentar: “um ou dois vereadores”.

O vereador do PR disse que também aguarda a manifestação da Comissão de Ética, sobre o pedido apresentado, também na terça-feira, para que peça ao Gaeco a apreensão e perícia no celular de Alcides Bernal e também dos seis vereadores que votaram contra a cassação.



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