Meta é ter quatro hospitais de MS entre os 100 melhores do país, diz Riedel
Governador dá até três anos para conquista e atrela resultado à terceirização da gestão

O governador Eduardo Riedel (PP) afirmou que Mato Grosso do Sul deverá ter, em até três anos, quatro hospitais entre os 100 melhores do Brasil pelo SUS (Sistema Único de Saúde). A projeção está diretamente ligada, segundo ele, à mudança no modelo de gestão dos serviços de saúde, com adoção de parcerias e terceirização da administração hospitalar.
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O governo de Mato Grosso do Sul projeta ter quatro hospitais entre os 100 melhores do Brasil pelo SUS nos próximos três anos. A expectativa foi anunciada pelo governador Eduardo Riedel, que atribui o resultado à mudança no modelo de gestão dos serviços de saúde, com adoção de parcerias e terceirização da administração hospitalar. Atualmente, o estado possui dois hospitais neste ranking, localizados em Três Lagoas e Ponta Porã. A transformação do modelo de gestão está sendo implementada em outras unidades, como o Hospital Regional de Campo Grande, que terá ampliação de 63% nos leitos e passará por reformas estruturais, mantendo o atendimento 100% SUS.
A declaração foi feita durante entrevista ao programa Tribuna Livre, da Rádio Capital 95, na manhã desta sexta-feira (23). Riedel destacou que o cidadão não diferencia se o serviço de saúde é municipal, estadual ou federal, mas espera resultado. “Justamente por ser tripartite você depende de uma engrenagem municipal, estadual e federal para que o resultado apareça na ponta, só que o cidadão que está na ponta não quer nem saber se é municipal, estadual ou federal”, afirmou.
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A avaliação ocorre após a divulgação, no dia 7 de janeiro, de um levantamento nacional inédito com os 100 melhores hospitais do SUS no país. A presença de unidades de Três Lagoas e Ponta Porã colocou Mato Grosso do Sul na 16ª posição do ranking brasileiro. São Paulo liderou a lista, com aproximadamente 30% das unidades bem avaliadas.
Segundo Riedel, o desempenho não é casual. “Dos 100 melhores hospitais do Brasil, dois são daqui. Mato Grosso do Sul tem 1,5% da população e tem 2% dos melhores hospitais do Brasil, então está proporcional. E não por acaso, os dois hospitais que foram considerados, Três Lagoas e Ponta Porã, foram aqueles onde nós atuamos para mudar o modelo de gestão”, disse.
O governador citou ainda que a mesma estratégia está sendo aplicada em outras unidades. “As pessoas me criticaram muito, isso está acontecendo com o Regional, e aconteceu com Dourados, então daqui a dois anos não vão ser dois [melhores hospitais], vão ser quatro. Garanto a vocês, daqui a três anos, vão ser quatro dos 100”, declarou.
Riedel reforçou que a terceirização da gestão não significa oposição ao SUS, mas uma mudança de conceito. “De jeito nenhum, eu só acho que tem que ser gerido de uma maneira diferente. A mesma quantidade de dinheiro, só que vai entregar qualidade, respeito, dignidade, atendimento bom, exame, não precisa da fila”, afirmou, ao defender que o financiamento da saúde esteja atrelado à produtividade e à qualidade da gestão.
Sobre o Hospital Regional de Campo Grande, o governador afirmou que a unidade passará por uma transformação estrutural e de atendimento. Segundo ele, o número de leitos será ampliado em 63%, com construção de prédio novo, reforma retrofit, quando se preserva a arquitetura original da estrutura antiga, e adoção do mesmo padrão já observado em Três Lagoas, Dourados e Ponta Porã. “É uma mudança conceitual muito grande e assim a gente deve caminhar na saúde”, disse.
O levantamento divulgado em janeiro ainda servirá de base para uma nova etapa da avaliação. Em maio, será anunciada a lista dos dez melhores hospitais do SUS no país, que será extraída desse ranking nacional dos 100 melhores.
Atualmente, o HRMS (Hospital Regional de Mato Grosso do Sul) passa por processo de transição para adoção de um novo modelo de gestão, com terceirização da administração por meio de Organização Social. Segundo o governo do Estado, o atendimento continuará 100% pelo SUS e a mudança será implementada de forma gradual, acompanhando a ampliação da estrutura física da unidade.
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