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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

31/12/2008 09:12

Morte, dinheiro e fogo na briga pelo poder em MS

Redação

Assassinato, incêndio, disputa, dinheiro, poder. O cenário caberia muito bem no enredo de uma história cinematográfica, mas foi o saldo da campanha eleitoral em Mato Grosso do Sul. Para o candidato Flávio Godoy, o "Ratinho", a eleição terminou com sete tiros no dia 26 de agosto.

Ratinho, de 36 anos, era vereador em Bela Vista e tentava a reeleição. Na época, após receber ameaça de morte, o juiz Caio Márcio de Britto, abandonou o caso. Passado quatro meses, a família do político ainda não obteve resposta para o pedido de justiça.

Em Campo Grande, foi a compra de votos que sepultou os planos de ascensão política do ex-vereador Robson Martins (PMDB). Absolvido do escândalo de 2003, quando foi denunciado por exploração sexual infantil e renunciou ao mandato na Câmara, Robson viu seu projeto político ruir na manhã do decisivo 5 de outubro de 2008, data da eleição. 

A PF (Polícia Federal) encontrou R$ 5 mil, lista de eleitores e títulos eleitorais na casa do candidato a vereador. Uma semana depois, sem ter conseguido vitória nas urnas, ele alegou inocência e se disse "vítima de um esquema". "Eu estava em uma chapa com um monte de burguês e estava passando na frente de muitos, daí aconteceu tudo aquilo", declarou ao Campo Grande News.

O embate entre Ari Artuzi (PDT) e o vice-governador Murilo Zauith (DEM) recheou de denúncias a Justiça Eleitoral e acirrou os ânimos em Dourados, segunda maior cidade do Estado. "Existem notícias de que os candidatos vão despejar dinheiro na cidade, tentando comprar votos", alertava o juiz eleitoral José Carlos de Souza antes do pleito. A reboque, os candidatos traziam nomes de peso.

Zauith contava com o maciço apoio do governador André Puccinelli (PMDB). Eleito com 42,38% dos votos válidos, Artuzi tinha aval de Ary Rigo (PDT), que cumpre o sexto mandato de deputado estadual, e do deputado federal Vander Loubet (PT), que preferiu defender o pedetista ao apoiar o candidato a prefeito de seu partido. "Não podia dar Murilo. Seria a grande vitória do André", afirmou Loubet dois dias após a eleição.

Quente - Em Aquidauana, a disputa, literalmente, pegou fogo. No dia 18 de setembro, um incêndio criminoso foi registrado em dois veículos

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