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Campo Grande, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

03/05/2012 18:34

Na mira de CPI, Delta tem contratos de R$ 164 milhões para obras em MS

Aline dos Santos

Na mira de uma CPI e suspeita de irrigar o esquema do jogo ilegal liderado por Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, a Construtora Delta realizou obras em rodovias federais e na MS-377.

A empresa firmou contratos de R$ 164 milhões com o Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes). Conforme relatório divulgado pela CGU (Controladoria-Geral da União), as obras são nas rodovias 158, 262, 267, 163.

O de maior valor – R$ 48 milhões – foi firmado no segundo semestre de 2010. O contrato era para execução de obras de revitalização na BR-163, no Crema 1ª etapa (programa de recuperação de estradas federais). Na mesma rodovia, em 2006, o serviço de manutenção, conservação e recuperação, teve valor de R$ 3,8 milhões. Em 2008, foi firmado contrato no valor de R$ 14 milhões.

A rodovia 262 teve dois contratos. O primeiro, firmado em 2006, teve valor de R$ 896 mil. No primeiro semestre de 2009, a execução de obras de restauração teve custo de R$ 41 milhões.

Em 2006, foi firmado um contrato de R$ 3,5 milhões para serviços de manutenção na BR-267. Três anos depois, a Delta recebeu R$ 43 milhões para obras de restauração na mesma rodovia. Em 2010, foi firmado contrato de R$ 4,3 milhões para execução de serviços de manutenção.

Ainda em 2006, a empresa e o Dnit fizeram contrato de R$ 3,2 milhões para serviços de manutenção e conservação na BR-158.

Os contratos até janeiro deste ano foram executados na gestão de Marcelo Miranda, que foi demitido em janeiro do comando da superintendência do Dnit de Mato Grosso do Sul após denúncias de irregularidades. Desde então, o órgão federal é administrado de forma interina por Antônio Carlos Nogueira.

Em agosto de 2011, a Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos) e a Delta firmaram contrato de R$ 430 mil para execução de obras na MS-377. A ordem de serviço foi assinada pelo secretário de Obras Públicas e de Transporte, Wilson Cabral Tavares, e por Cláudio Dias de Abreu. Ex-diretor da Construtora Delta no Centro Oeste, Cláudio foi preso.

Laranja- Conforme denúncias, um dos laranjas da Delta, no esquema com Cachoeira, mora em Dourados. A empreiteira é suspeita de montar uma rede para lavar dinheiro numa triangulação com outra construtora, a Alberto e Pantoja Construções e Transporte Ltda.

Dentre os principais destinatários do dinheiro do esquema está Pedro Batistoti Júnior, tecnólogo e ex-funcionário da Delta no Estado. Laudos da PF atestam que ele teria recebido R$ 300 mil. Ele nega a acusação.

Investigação – No último dia 25 de abril, foi criada a CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do Cachoeira. A comissão aprovou a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico de Cachoeira desde o dia 1° de janeiro de 2002. A CPI investiga o envolvimento de Cachoeira e de seu esquema criminoso com políticos e empresários.



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