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Política

No adeus a Ary Rigo, amigos e familiares relembram trajetória e estilo "paizão"

Durante o velório, Rigo foi lembrado como político que soube construir amizades, mesmo entre os adversários

Por Silvia Frias e Gabriela Couto | 01/10/2021 11:27
Familiares e amigos em oração antes do sepultamento de Ary Rigo. (Foto: Henrique Kawaminami)
Familiares e amigos em oração antes do sepultamento de Ary Rigo. (Foto: Henrique Kawaminami)

O ex-deputado estadual e ex-vice governador Ary Rigo foi sepultado há pouco, sob aplausos, no Parque das Primaveras, em Campo Grande. No velório, integrantes de vários partidos evidenciaram o trânsito político, a experiência na atividade parlamentar e o estilo "paizão" que soube cultivar amizades.

No velório, havia coroa de flores de políticos do PT, MDB e DEM, além de muitos colegas da política, independente da linha ideológica.

O governador Reinaldo Azambuja (PSDB) disse que Rigo soube construir amizades ao longo da carreira política, mesmo sob divergências. Azambuja relembrou o tempo de trabalho na Assembleia Legislativa em 2006, quando dividiram mandado. “Muitas vezes, ele foi injustiçado e penalizado”.

Coroa de flores enviada em homenagem ao ex-deputado. (Foto: Henrique Kawaminami)
Coroa de flores enviada em homenagem ao ex-deputado. (Foto: Henrique Kawaminami)

Para o deputado estadual Paulo Corrêa (PSDB), presidente da Assembleia Legislativa, Ary Rigo “tinha coração enorme e era um paizão”. Corrêa disse que o conheceu melhor quando foi coordenador de campanha do então candidato ao governo, Pedro Pedrossian e, depois, assumiu a chefia da Casa Civil. “Era verdadeiro cavalheiro e ajudava muita gente”.

O ex-senador Waldemir Moka (MDB) lembrou que os dois disputavam votos na mesma região (sudoeste do Estado), mas que isso não impediu de ter respeito grande pelo adversário. “Fica lacuna e perda de amigo muito bem-humorado”.

Políticos, amigos e familiares durante cortejo do corpo de Rigo. (Foto: Henrique Kawaminami)
Políticos, amigos e familiares durante cortejo do corpo de Rigo. (Foto: Henrique Kawaminami)

A deputada estadual Mara Caseiro (PSDB) o considerava “grande pai político”, sendo responsável por tudo que ela aprendeu no trabalho parlamentar. Mara relembrou a última vez que conversou com Rigo, há dois meses, em que disse estar otimista com o fim da pandemia da covid-19. “Tenho a convicção que ele cumpriu sua missão e deixou legado para quem o conheceu”.

Paulo Corrêa relembrou quando trabalhou com Rigo. (Foto: Henrique Kawaminami)
Paulo Corrêa relembrou quando trabalhou com Rigo. (Foto: Henrique Kawaminami)

Companheiro de trabalho na Assembleia, o ex-assessor Gustavo dos Santos, comentou que Rigo estava mudando o endereço do escritório para ficar mais próximo da família. O genro, Daniel Navarro, trabalhou com o ex-deputado por 16 anos, uma mostra de afetividade na visão dele. “Sempre foi companheiro, como um pai”.

Ary Rigo morreu ontem (30), depois de ter ficado internado desde segunda-feira, em decorrência de queda no quarto em casa, quando sofreu traumatismo craniano.

Rigo participou da elaboração da 1ª Constituição de Mato Grosso do Sul, entre os anos de 1979 e 1982, e foi deputado estadual eleito por seis mandatos, tendo participado da Mesa Diretora e presidido a Assembleia de 2001 a 2003, além de exercer o cargo de vice-governador e chefe da Casa Civil na gestão Pedro Pedrossian.

Ary Rigo foi sepultado no Parque das Primaveras, em Campo Grande. (Foto: Henrique Kawaminami)
Ary Rigo foi sepultado no Parque das Primaveras, em Campo Grande. (Foto: Henrique Kawaminami)


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