PF investiga compra de votos em eleição para prefeitura de Campo Grande
Operação apura crimes de corrupção eleitoral e falsidade ideológica, o popular caixa 2
A Polícia Federal deflagrou operação nesta sexta-feira (dia 19) para investigar possível esquema de compra de votos durante as eleições municipais de 2024 para o cargo de prefeito, em Campo Grande. Os nomes dos alvos não foram divulgados. Mas a investigação, segundo a PF, envolve a campanha da prefeita eleita Adriane Lopes.
RESUMO
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A Polícia Federal deflagrou a Operação Suffragium nesta sexta-feira (19) para investigar suposta compra de votos nas eleições municipais de 2024 em Campo Grande (MS). Foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão em endereços nas cidades de Campo Grande e Taquarussu. A investigação aponta movimentações financeiras suspeitas, como saques em espécie e transferências via Pix próximas aos turnos eleitorais. Os investigados podem responder por corrupção eleitoral e caixa dois.
A Operação Suffragium cumpre sete mandados de busca e apreensão, expedidos pelo TRE/MS (Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul), em endereços residenciais e comerciais nas cidades de Campo Grande e Taquarussu. No interior, o alvo é uma ex-assessora da prefeitura da Capital, Simone Bastos Vieira. O celular dela foi apreendido.
A investigação identificou elementos de movimentações financeiras atípicas, incluindo saques em espécie, transferências fracionadas via Pix e utilização de contas de terceiros para circulação e distribuição de recursos em datas próximas aos turnos eleitorais, possivelmente destinados à compra de votos.
O esquema funcionava por meio de uma estrutura organizada em camadas, com divisão de funções e diferentes níveis de atuação.
As condutas investigadas, em tese, configuram os crimes de corrupção eleitoral e falsidade ideológica eleitoral (caixa dois). As investigações permanecem em andamento e tramitam sob sigilo.
O nome da operação, Suffragium, do latim, remete à proteção da higidez do voto e do processo democrático.
A assessoria da prefeitura de Campo Grande foi procurada e informou que nenhum mandado foi cumprido no Paço Municipal ou na casa da prefeita. O Executivo informou ainda não estar a par do teor das investigações.
(Reportagem editada às 8h33 para acréscimo de informações)
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