Investidor e sócio de holding, engenheiro milionário comprou antiga pedreira
O terreno estava à venda desde 2023 e virou alvo de diversas reclamações sobre matagal e acúmulo de lixo
A antiga pedreira Nasser, no Bairro São Francisco, que pertencia à família Kadri, foi vendida para a empresa SF Participações Societárias S.A, de São Paulo, uma holding, criada para possuir ações ou quotas de outras empresas.
RESUMO
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A antiga pedreira Nasser, no Bairro São Francisco, em Campo Grande, foi vendida à empresa SF Participações Societárias S.A, de São Paulo, com capital de R$ 1.040.040. A holding tem como sócio o empresário Meton Barreto de Morais Neto. No terreno, serão retiradas leucenas, espécies proibidas na cidade. O local, à venda desde 2023, já foi alvo de inquérito civil no MPMS por abandono e acúmulo de lixo.
Na Redesim (Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios), a abertura ocorreu em janeiro deste ano, com capital social de R$ 1.000.040.
A empresa tem como sócio o empresário Meton Barreto de Morais Neto, ligado aos setores de investimentos, gestão de ativos e participações societárias. Ele aparece como sócio, administrador e diretor em pelo menos 7 empresas, que acumulam capital social de R$ 9.629.920. Também tem formação em engenharia eletrônica.
O terreno fica localizado no quadrilátero formado pelas ruas Pernambuco, Pedro Celestino, Amazonas e a Travessa Elias Nasser. O local apareceu “limpo” em vídeo nas redes sociais.
A reportagem esteve no terreno na tarde de quarta-feira (17) e encontrou o engenheiro ambiental Shin Ho Rezende, que informou que serão retiradas todas as leucenas da área, espécies hoje proibidas em Campo Grande, e mantidas as demais árvores.
O Campo Grande News tentou contato com a empresa que comprou a área, mas não obteve retorno.
Histórico – O terreno estava à venda desde 2023 e já despertou interesse de pelo menos quatro empresas, uma delas foi a construtora Santa Clara, que na década de 80 tinha o objetivo de levantar quatro torres de apartamentos com um centro de atividade no meio do terreno.
Na época, o antigo dono, o empresário Mafuci Kadri, queria o valor exclusivamente em dinheiro, sem permuta. Filho dele, o advogado Omar Kadri, informou que o terreno é avaliado em R$ 29 milhões. Na matrícula, o valor do terreno está em R$ 15.000.937.
O Campo Grande News já fez várias matérias ao longo dos anos sobre a situação do terreno, que apresentava abandono e acúmulo de lixo. O terreno também já foi alvo de inquérito civil no MPMS (Ministério Público Estadual) devido às reclamações de moradores próximos sobre matagal e aparição de animais peçonhentos.
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