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Campo Grande, Quinta-feira, 17 de Agosto de 2017

30/05/2017 23:10

PMDB fecha apoio à reforma trabalhista, mas Renan segue líder no Senado

Nyelder Rodrigues
Jucá e Calheiros, após reunião da bancada do PMDB do Senado (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)Jucá e Calheiros, após reunião da bancada do PMDB do Senado (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

O senador alagoado Renan Calheiros seguirá líder do PMDB no Senado, mesmo 17 dos 22 senadores do partido terem demonstrando posicionamento favorável à reforma trabalhista, nesta terça-feira (30). Renan é crítico da proposta e já se posicionou contrário à ela, causando desconforto na bancada.

Um dos episódios que mostraram o atrito entre os peemedebista ao público foi a discussão entre Calheiros e o senador sul-mato-grossense Waldemir Moka, em plenário. Renan interrompeu uma fala de Moka e o chamou de "puxa-saquismo" a defesa do senador às medidas adotadas pelo governo Temer.

Em contraponto, o sul-mato-grossense respondeu que não conhecia "ninguém mais puxa saco" do que Calheiros, iniciando então uma discussão que só terminou com a intervenção do presidente da Casa, o também peemedebista Eunício de Oliveira, do Ceará.

Antes dos ânimos serem apaziguados, Moka ainda afirmou que Calheiros não falava mais como líder do partido. O desentendimento aconteceu na quarta-feira (24) e motivou, inclusive, a entrega de uma moção de repúdio contra o alagoano, assinada por deputados estaduais de Mato Grosso do Sul.

Toda essa situação fez com que o PMDB se reúne nessa terça, decidindo seguir a favor das medidas de Temer e deixar Renan como líder do partido, mesmo que ele não tenha a mesma opinião que seus correligionários.

"Pequenas divergências há até nas melhores famílias, quanto mais em partido político grande como é o PMDB", disse o senador Romero Jucá (RR), líder do governo no Senado e presidente nacional do PMDB. "Discutimos a relação porque havia divergência dentro da bancada", acrescenta à Agência Brasil.

Em uma saída política para a crise, a maior bancada do Senado decidiu que fará consultas internas antes de fechar posição nos assuntos considerados polêmicos. Segundo Jucá, a bancada também aprovou uma moção de apoio ao presidente Michel Temer.

Porém, ao sair da reunião, Renan negou essa informação à Agência Brasil. A reportagem do Campo Grande News tentou contato com os peemedebistas sul-mato-grossenses no Senado, Moka e Simone Tebet, para conseguir detalhes sobre a reunião. Porém, até o fechamento do texto, não houve êxito no contato.

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