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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

05/08/2015 14:09

Prefeito faz apelo, mas 1ª reunião após a greve termina sem acordo

Paulo Yafusso e Antonio Marques
Depois de quase duas horas de reunião, professores saem dizendo que não houve avanços (Foto: Marcos Ermínio)Depois de quase duas horas de reunião, professores saem dizendo que não houve avanços (Foto: Marcos Ermínio)

Terminou sem acordo a primeira reunião entre o prefeito Gilmar Olarte (PP) e a comissão de professores da Reme (Rede Municipal de Ensino) desde o início da greve da categoria em 25 de maio. Depois de quase duas horas de conversas o cenário não mudou em nada. Olarte disse que só em setembro tem condições de dizer quanto de reajuste pode conceder, e marcou novo encontro para o dia 1º do próximo mês. O presidente da ACP (Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública) , Geraldo Gonçalves deixou o gabinete do prefeito afirmando que “não houve avanço” e que os professores realizam nova assembleia agora a tarde para decidir se vão manter a paralisação.

Gilmar Olarte pediu para que os professores retornem às salas de aula imediatamente. Durante o encontro, ele disse o que o secretário de Administração, Wilson do Prado, já havia dito em negociações anteriores, de que a Prefeitura está comprometendo 53,4% da receita com a folha de pagamento de pessoal e que precisa fazer ajustes para chegar em 51% e se enquadrar na LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal). Sobre o motivo de não ter se reunido antes com a comissão do Sindicato, ele afirmou que existe um Decreto que criou várias comissões para negociar com as categorias que compõe o funcionalismo municipal, por isso não havia a necessidade dele estar presente nas conversações.

O secretário-adjunto de Planejamento, Finanças e Controle, Ivan Jorge Cordeiro, que também participou da reunião, afirmou que no mês passado houve uma redução para R$ 90 milhões na folha de pessoal com os ajustes promovidos. Disse, no entanto, que neste mês os gastos devem aumentar, por conta da recontratação dos professores convocados.

Os professores alegam que o aumento de 13,1% reivindicado pela categoria representa R$ 400 mil por mês e afirmam que a Prefeitura teria condições de arcar com essa despesa. Mas para Ivan Jorge, o problema é o índice de comprometimento fixado pela LRF. A proposta do Executivo é pegar 8,5% em 10 vezes, mas as datas e a forma de pagamento só devem ser apresentados em setembro. Olarte afirmou ainda, que está cumprindo com a lei 5.411, aprovado pela Câmara Municipal e que instituiu o piso, pois no final do ano concedeu os 8,5% previstos na lei.

Segundo o secretário de Educação, Marcelo Salomão, 54 escolas já estão funcionando normalmente e 40 parcialmente. Cerca de 400 professores continuam em greve. Ele disse ainda, que embora a greve ainda não tenha terminado, já está sendo preparado o calendário de reposição das aulas e muitos estabelecimentos já iniciaram o pagamento das aulas devidas. Pelos cálculos da Secretaria, será necessária a realização de aulas aos sábados e feriados e mesmo assim, de cinco a seis escolas terão que repor as aulas depois das férias do fim de ano, em fevereiro.

Um grupo de vereadores também acompanhou a reunião. O presidente da Câmara Municipal, vereador Mário César (PMDB) considerou que houve um avanço só pelo fato do prefeito Gilmar Olarte receber os professores. Para ele, a presença dos parlamentares foi importante para evitar “exageros” das partes durante a reunião. Além dele, estiveram presentes os vereadores Carla Stephanini (PMDB), Eduardo Romero ('PT do B), Paulo Siufi (PMDB), Wanderlei Cabeludo (PMDB), Betinho (PRB) e João Rocha (PSDB).



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