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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

07/11/2012 16:59

Prefeitos culpam IPI por crise e dizem que priorizam saúde e educação

Gabriel Neris e Helton Verão
Reunião acontece no auditório na Assomasul na tarde desta quarta-feira na Capital (Foto: Helton Verão)Reunião acontece no auditório na Assomasul na tarde desta quarta-feira na Capital (Foto: Helton Verão)

Prefeitos dos municípios sul-mato-grossenses afirmam que estão tendo dificuldades para fechar as contas neste fim de ano. Com as prefeituras fechadas hoje em protesto, os chefes do executivo contaram durante reunião na Assomasul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul), na tarde desta quarta-feira (7), que estão priorizando a saúde e educação.

Obras estão sendo paralisadas para que os municípios possam evitar que as contas fiquem no vermelho. O cálculo é que o rombo chega a R$ 397 milhões.

Segundo o prefeito de Chapadão do Sul e presidente da Assomasul, Jocelito Krug, a redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) foi a principal causa para a crise entre os municípios, que recebiam 22% do valor do imposto. “É bom para o consumidor e péssimo para os municípios”, diz.

Krug afirma que 10% dos municípios do estado atrasaram os salários dos servidores públicos e pelo menos 50% deles tiveram dificuldades para pagar os prestadores de serviço. “De julho para cá, Mato Grosso do Sul deixou de arrecadar R$ 145 milhões”, calcula o presidente da Assomasul.

O prejuízo para os municípios fez com os prefeitos se mobilizem e se reúnam no próximo dia 13, em Brasília (DF), para pressionar o governo federal. “Que o governo abrisse mão dos 77% dele, mas que deixasse os 22%”, completa.

O prefeito de Guia Lopes da Laguna (PMDB), Jacomo Dagostin, reeleito por mais quatro anos, acredita que o município deixou de arrecadar R$ 600 mil desde o mês de julho com a não contribuição do FPM (Fundo de Participação dos Municípios). “Está difícil pagar os fornecedores e a alternativa é segurar as obras para pagar as contas”, revela.

Arlei Silva Barbosa (PP), prefeito de Nova Alvorada do Sul, argumentou que para conter as despesas e fechar as contas, trabalhadores contratados foram dispensados e cortou as horas extras aos servidores públicos.

Nelson Trad Filho calcula que Campo Grande perde 30% de arrecadação sem o repasse (Foto: Helton Verão)Nelson Trad Filho calcula que Campo Grande perde 30% de arrecadação sem o repasse (Foto: Helton Verão)

Segurar os contratos com os prestadores de serviço e a manutenção de estradas foram as alternativas criadas pelo prefeito de Angélica, João Cassuci (PDT). De acordo com Cassuci, todas as obras estão paralisadas. “Dos oito anos de mandato este foi o pior ano”, diz.

O prefeito de Campo Grande, Nelson Trad Filho (PMDB), afirmou que previa esse aperto antes das eleições. Segundo Trad, a Capital não sentiu o impacto por conta do decreto para cortar 20% da assistência as secretarias antes do processo eleitoral.

Foi necessário economizar luz, água e telefone, de acordo com o prefeito. “Foram essenciais para cortar os gastos e não complicar as contas”, comentou. Nas contas de Nelsinho, Campo Grande perdeu 30% da arrecadação neste período.



A lei de responsabilidade fiscal está aí e o portal de transparência passará a ser obrigatório pra todos os municípios à partir de maio de 2.013. Será que será transparente mesmo?
 
Sebastião da Conceição em 08/11/2012 13:06:49
Engraçado, o governo federal faz algo em benefício do povo, acelara a economia no país e combate a crise mundial, e vem os prefeitos reclamar. Meus senhores, os senhores são GESTORES. O papel de um gestor é saber adequar as finanças de acordo com os períodos de crise e fartura.

Agora qual a atitude dos prefeitos? Penalizar o POVO, fazendo greve e deixando de atender a quem devem dedicação.

Contratem menos e reduzam o gasto com pessoal, façam as pessoas trabalharem de verdade, eliminem os cabides de emprego, revejam e renegociem contratos, reduzam os gastos "descenessários" (tem muita coisa dentro desse item heim?!)

Agora deixem de nhem, nhem, nhem e trabalhem um pouco.
 
Jose Luis Pissin em 08/11/2012 09:34:32
Temos que reduzir mais ainda. Se não quem vai quebrar é o cidadão. Ai quero ver como ficam os governos.
 
Ricardo Sotomayor em 08/11/2012 09:13:47
Ah tá, dizer que o problema é na arrecadação e não na incompetência administrativa é bem fácil não é?
 
Leonardo Reis em 08/11/2012 08:45:41
Isso é desculpa por falta de competência e planejamento.
 
Antonio Silva em 08/11/2012 08:22:33
Incompetencia e falta de planejamento agora respondem pelo nome de reducao de IPI.
 
felipe de souza em 07/11/2012 22:14:28
Com certeza tem muito gasto desnecessário que pode ser cortado.
O prefeito é Gestor de uma cidade, tem que agir como tal.
Ajuste a folha de pagamento que com certeza dá.
 
Cleberson Silva em 07/11/2012 21:52:52
Engraçado agora a culpa é do IPI e esse aumento de salário absurdo que estão propondo os vereadores de Campo Grande, vão tirar o dinheiro da onde????
Estão até falando em alugar outro prédio para a câmara municipal!
 
Oswaldo Ferreira em 07/11/2012 19:04:25
A culpa é do IPI?! Não!... A culpa é do superfaturamento, do desvio de verbas, das obras desnecessárias, das obras sem qualidade feitas e refeitas a cada poucos dias, como os famigerados tapa buracos das ruas das cidades. A culpa é da contratação de apadrinhados e cabos eleitorais, dos supersalários de prefeitos e vereadores, das diárias de incontáveis viagens e outros desmandos. Mas a culpa maior é da ignorância da maioria dos prefeitos, que desconhecem as quatro operações e não sabem, ou não conseguem aprender que não se pode gastar mais do que se ganha. Se a receita é 'X', a despesa não pode ser mais que 'X', e pronto. O resto é conversa mole...
 
Adriano Roberto dos Santos em 07/11/2012 17:53:13
É simples senhores políticos, que tal vocês começarem a cortar os gastos? acabar com salário de vereadores, acabar com a mamata de salários altíssimos de cargos de confiança, acabar com essas mordomias de vocês todos que vai sobrar dinheiro, mas principalmente acabar com a CORRUPÇÃO, porque dinheiro esse estado e o país tem de SOBRA, porque nós trabalhadores damos quase tudo que ganhamos em impostos para vocês surrupiarem dos cofres públicos.
 
Mauro Nunes em 07/11/2012 17:45:47
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